Quadrilha que roubava mansões na Zona Sul do Rio é alvo de operação da Polícia Civil
Uma organização criminosa especializada em invadir residências de luxo na Zona Sul do Rio de Janeiro, aterrorizando famílias e forçando transferências bancárias via PIX, foi desarticulada em uma operação da Polícia Civil nesta quinta-feira (06/08). A investigação aponta que o grupo agia com extrema violência, invadiu pelo menos sete imóveis de alto padrão e era comandado por um líder que agia de dentro da prisão.
A ação, conduzida pela 15ª DP (Gávea), teve como foco o Morro do Andaraí, na Zona Norte, local apontado como base de operações da quadrilha. Durante a operação, um dos suspeitos morreu após confronto com os policiais. A divisão de tarefas e o uso de veículos clonados eram estratégias para dificultar a identificação dos criminosos.
As investigações revelaram que os criminosos não apenas roubavam joias, dinheiro e bens de valor, mas também agrediam os moradores e exigiam transferências por PIX. O modus operandi da quadrilha e a atuação coordenada, mesmo com o líder detido, chamam a atenção das autoridades. Conforme informação divulgada pela Polícia Civil, o grupo invadiu ao menos sete residências de luxo desde fevereiro, em bairros como Gávea, São Conrado e Jardim Botânico.
Líder preso na cadeia orquestrava ataques e exigências de PIX
A investigação aponta que Márcio de Oliveira Lourenço, conhecido como “Bebel”, mesmo estando preso, era o cérebro por trás das ações. Ele seria o responsável por escolher as residências a serem atacadas e transmitir as ordens aos comparsas. A Polícia Civil informou que “Bebel” foi incluído no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) e deverá ser transferido para um presídio federal.
Divisão de tarefas e violência marcavam ações da quadrilha
A quadrilha possuía uma estrutura organizada, com integrantes divididos em funções específicas. Havia membros responsáveis por monitorar as residências e o policiamento da área, motoristas para o deslocamento, criminosos que efetuavam as invasões e outros encarregados de coagir as vítimas a realizar transferências bancárias. A violência física era utilizada para intimidar os moradores.
A delegada Daniela Terra destacou que outros dez integrantes ligados ao mesmo grupo já haviam sido presos em operações anteriores. A rotatividade entre os participantes dificultava o trabalho de identificação dos responsáveis por cada invasão, mas as investigações avançaram.
Suspeitos identificados e morte em confronto
Entre os alvos da operação estão Diogo Vinicius Almeida, o “DG”, apontado como um dos invasores; Robson Matheus da Silva, suspeito de atuar como motorista; e Victor Hugo Brito Barbosa, investigado por monitorar os trajetos da quadrilha. Vitor Santana dos Reis, apontado como integrante do núcleo financeiro, morreu durante o confronto com os policiais.
Imagens de uma invasão em março na Gávea registraram homens encapuzados roubando joias e dinheiro. Os suspeitos utilizavam veículos clonados e definiam os alvos previamente, demonstrando planejamento nas ações criminosas.
Operação contou com diversas forças de segurança
A operação para desarticular a quadrilha contou com a participação de diversas unidades da Polícia Civil, incluindo a CORE, a Subsecretaria de Inteligência e delegacias da Zona Norte e de Niterói. A ação também teve o apoio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e de outros órgãos estaduais e municipais, evidenciando a complexidade e a importância do combate a essa organização criminosa.














