O cabo da Polícia Militar Rayllan Machado Carino, de 36 anos, foi sepultado nesta quarta-feira no Cemitério Memorial Parque Nycteroy, em São Gonçalo. Ele foi assassinado a tiros na tarde de segunda-feira, no Centro do município, quando saía de uma academia de ginástica.
O cortejo reuniu familiares, amigos e dezenas de colegas de farda da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, que prestaram as últimas homenagens ao agente. O clima na cerimônia foi de muita emoção e consternação. A família do policial preferiu não dar declarações à imprensa durante o sepultamento.
Rayllan era lotado no 1º Batalhão de Polícia Militar (Estácio), mas já havia passado por diversas outras unidades da corporação ao longo da carreira. Ele serviu no 4º BPM (São Cristóvão), 5º BPM (Praça da Harmonia), 7º BPM (Alcântara), 18º BPM (Jacarepaguá), 22º BPM (Maré) e no Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões (Recom).
Ataque a tiros em área movimentada do Centro
O crime aconteceu na tarde de segunda-feira, na Avenida Presidente Kennedy, uma das vias mais movimentadas do Centro de São Gonçalo. O policial militar estava de folga e tinha acabado de sair do treino na academia quando foi surpreendido por homens armados.
Imagens de câmeras de segurança do comércio local registraram a ação dos criminosos. Um carro modelo Volkswagen T-Cross, de cor marrom, dobrou a esquina vindo de uma rua transversal. Em seguida, um homem armado desembarcou e disparou diversas vezes contra o agente, que atravessava a pista no momento do ataque.
O cabo caiu atingido na calçada. No momento dos disparos, a rua estava movimentada por pedestres, passageiros de ônibus e trabalhadores do comércio local. Pessoas que passavam pelo local, incluindo idosos e mães com crianças, precisaram correr e se abrigar dentro de lojas da região para se proteger dos tiros.
A vítima chegou a ser socorrida por populares e levada para o Pronto-Socorro Municipal Doutor Armando Sá Couto, na Praça do Zé Garoto. A Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo informou que o policial deu entrada na unidade já sem vida. Os criminosos fugiram no veículo em direção à rodovia BR-101, via de acesso a diversas comunidades do município.
O que já se sabe sobre a investigação
A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) assumiu a investigação do caso. Os agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro analisam as imagens captadas pelas câmeras de monitoramento para identificar a placa do veículo usado e a rota de fuga dos assassinos.
A polícia apura se o agente foi identificado pelos criminosos devido a publicações em redes sociais minutos antes de sair do estabelecimento comercial. A linha de investigação também considera um histórico recente: em março de 2023, Rayllan já tinha sofrido um atentado em uma oficina mecânica pertencente ao seu irmão, no bairro Engenho Pequeno, em São Gonçalo.
Até o momento, a corporação e as forças de segurança não confirmaram a prisão de nenhum suspeito de participação no homicídio. As diligências seguem em andamento para localizar o carro e os executores do crime.
Como fica a região do Centro de São Gonçalo
O policiamento na área central de São Gonçalo e nos acessos à BR-101 foi reforçado por agentes do 7º Batalhão de Polícia Militar (São Gonçalo). O objetivo é aumentar a segurança na região comercial e auxiliar na busca de informações sobre o paradeiro dos suspeitos.
A circulação de pedestres e o funcionamento do comércio no Centro e no entorno da Praça do Zé Garoto seguem normais. Os ônibus que trafegam pela Avenida Presidente Kennedy cumprem o itinerário regular, sem interrupções nas rotas municipais e intermunicipais.
Apesar da normalidade no funcionamento dos serviços básicos e das escolas da região, moradores e comerciantes relatam apreensão após o episódio ocorrido em plena luz do dia em uma das principais avenidas do município.
Como denunciar suspeitos do crime
Quem tiver qualquer informação que ajude a Polícia Civil a identificar e localizar os envolvidos no assassinato do cabo Rayllan Machado Carino pode ajudar anonimamente. O anonimato é garantido por lei e os canais funcionam 24 horas por dia.
- Disque Denúncia: (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177 (para chamadas no interior do estado).
- Aplicativo: Disque Denúncia RJ (disponível para celulares).
- WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177.
- Delegacia de Homicídios (DHNSG): Atendimento presencial na sede da especializada, em Niterói, ou direto na 72ª DP (São Gonçalo).
Em emergências nas ruas ou caso aviste movimentação suspeita, a população deve acionar imediatamente a Polícia Militar por meio da central do 190. As informações repassadas são repassadas diretamente aos investigadores responsáveis pelo caso.















