Projeto na Câmara propõe criação do bairro Merck na Zona Sudoeste do Rio

bairro merk

Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal do Rio propõe a criação do bairro Merck na Zona Sudoeste, nova divisão administrativa da cidade resultante do desmembramento da antiga Zona Oeste. A iniciativa, de autoria do vereador Flávio Pato (PSD), prevê o reconhecimento oficial da localidade conhecida há décadas como Conjunto do Merck, na Taquara.

De acordo com o texto, o novo bairro ficaria na Área de Planejamento (AP) 4.1, vinculada à XVI Região Administrativa. O projeto inclui a Comunidade dos Bandeirantes e os conjuntos habitacionais com entrada pela Estrada dos Bandeirantes, número 1.099. Também fariam parte do novo perímetro as ruas Carlos Palut, Frei Luiz Alevato, Ruy de Andrade, Oton Leonardos, José Perigault, Aristoteles de Souza Dantas, Rui Gomes de Almeida, Dr. Quintana e Milton Martins dos Santos. A proposta permite ainda que a prefeitura complemente a delimitação territorial após a aprovação.

O nome Merck tem origem na antiga fábrica farmacêutica da empresa alemã Merck S.A., que funcionou na região entre 1974 e 2011. Embora a unidade tenha encerrado as atividades há mais de uma década, o nome se consolidou entre os moradores e passou a batizar pontos de referência locais, como o Conjunto do Merck, a Praça Merck e até a estação de BRT que atende à área.

Segundo o vereador Flávio Pato, a oficialização do bairro é uma forma de valorizar a história da comunidade. “É um reconhecimento à memória dos moradores e à identidade construída ao longo do tempo. O Merck já existe na prática e precisa existir também no mapa oficial da cidade”, justificou.

O projeto foi protocolado na Câmara no último dia 7 e aguarda análise em regime ordinário pela Consultoria de Assessoramento Legislativo. Antes de chegar ao plenário, o texto precisa receber parecer das comissões temáticas. Caso aprovado, o Merck será o segundo bairro criado na cidade em 2025 — o primeiro foi o bairro Argentino, desmembrado de Brás de Pina em maio, que se tornou o menor do Rio, com apenas quatro ruas.

A proposta reforça o movimento de reorganização territorial da cidade e o reconhecimento de comunidades tradicionais como parte da nova identidade urbana da Zona Sudoeste.

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