Candidato ao Governo do Rio defende reconstrução do antigo complexo penitenciário de Dois Rios e afirma que unidade seria destinada a presos de alta periculosidade e lideranças do crime organizado
O candidato ao Governo do Rio pelo Novo, André Marinho, apresentou uma proposta para transformar a região de Dois Rios, na Ilha Grande, em Angra dos Reis, em um complexo penitenciário de segurança máxima. Segundo o projeto divulgado pela campanha, a unidade teria capacidade para receber até 12 mil presos.
A proposta prevê a utilização da área onde funcionou o antigo Instituto Penal Cândido Mendes, desativado em 1994. Marinho afirma que o novo presídio seria inspirado no Cecot, megacomplexo penitenciário construído em El Salvador para abrigar integrantes de organizações criminosas.
Ao defender a escolha da Ilha Grande, o candidato destacou o peso histórico da região na formação do sistema prisional fluminense e sua relação com o surgimento do Comando Vermelho. A ideia apresentada por Marinho é justamente transformar o local associado às origens da facção em um símbolo de enfrentamento ao crime organizado.
Segundo a proposta, o complexo seria destinado principalmente a criminosos considerados de alta periculosidade e lideranças de organizações criminosas. A campanha também batizou o projeto de “Cecot Felipe Monteiro Marques”, em homenagem ao copiloto de um helicóptero da Polícia Civil morto em maio.
Marinho argumenta ainda que o isolamento geográfico de Dois Rios poderia favorecer a implantação de tecnologias para bloquear comunicações clandestinas dos detentos, reduzindo o impacto desses sistemas sobre moradores de áreas urbanas.
A região possui uma longa história ligada ao sistema penitenciário. A presença de unidades prisionais em Dois Rios remonta ao início do século XX. Décadas depois, o Instituto Penal Cândido Mendes ficou conhecido por receber presos comuns e também presos políticos. O complexo foi definitivamente desativado e implodido em 1994.
A proposta deve colocar a política penitenciária e o combate às organizações criminosas entre os principais temas do debate eleitoral no Rio de Janeiro, especialmente diante das discussões sobre isolamento de lideranças, controle de comunicação dentro dos presídios e capacidade do Estado de impedir que criminosos continuem comandando atividades ilegais mesmo encarcerados.














