A Polícia Civil prendeu três homens suspeitos de integrar uma quadrilha especializada no golpe do falso bilhete premiado na Zona Sul do Rio. A prisão aconteceu na última segunda-feira, em Copacabana, após os agentes monitorarem o carro do grupo.
As investigações começaram após uma idosa ser abordada na Gávea, no dia 2 de setembro. Na ocasião, a vítima foi convencida a transferir R$ 60 mil para os criminosos em troca de um bilhete de loteria que prometia um prêmio falso de R$ 10 milhões.
Prisão de suspeitos de estelionato na Zona Sul
Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, os criminosos abordavam idosos nas ruas do bairro da Gávea e de áreas vizinhas. Eles usavam histórias inventadas, afirmando que tinham um bilhete milionário, mas que não podiam retirar o valor por restrições religiosas ou falta de documento. Em seguida, ofereciam o bilhete por um valor bem abaixo do suposto prêmio.
No caso registrado na 15ª DP (Gávea), um casal abordou a idosa no meio da rua e acompanhou a mulher até uma agência bancária. A vítima realizou a transferência do dinheiro para a conta indicada e recebeu a folha de papel sem valor algum. Ao perceber o prejuízo, a mulher procurou a delegacia para registrar a ocorrência.
Como a polícia localizou os criminosos
Após o registro do caso, os policiais da 15ª DP iniciaram um trabalho de inteligência para identificar o veículo utilizado pelos estelionatários. O automóvel passou a ser rastreado pelas câmeras de segurança e pelo sistema de monitoramento da polícia. Na segunda-feira, os agentes interceptaram o carro circulando pelas ruas de Copacabana.
Durante a abordagem, três homens foram presos em flagrante dentro do veículo. Com o grupo, a equipe policial apreendeu diversos bilhetes de loteria rasurados e anotações com dados de possíveis vítimas e valores cobrados. A polícia informou que as investigações continuam para identificar e prender um quarto integrante do grupo que já foi mapeado.
Como funciona o golpe e como não cair
O golpe do bilhete premiado é uma prática antiga, mas que ainda faz vítimas com frequência no Rio de Janeiro. Os criminosos procuram pessoas vulneráveis, geralmente idosas, e simulam uma situação de urgência. Eles fingem ser pessoas simples do interior que ganharam na loteria, enquanto um segundo golpista surge se oferecendo como testemunha para dar veracidade à história.
Para evitar prejuízos, a polícia orienta que a população nunca aceite propostas de estranhos na rua envolvendo dinheiro fácil ou prêmios de loteria. Caixas econômicas e bancos oficiais não exigem pagamentos antecipados nem intermediários para resgate de prêmios. Caso seja abordado por alguém com essa conversa, saia de perto imediatamente e procure um policial ou agência bancária próxima.
O que já se sabe sobre a investigação
A Polícia Civil confirmou que os três homens presos foram encaminhados para o sistema prisional e estão à disposição da Justiça. Eles responderão pelos crimes de estelionato e associação criminosa. A polícia apura agora se o grupo fez outras vítimas na Zona Sul ou em bairros da Baixada Fluminense nas últimas semanas.
Os bilhetes apreendidos e as anotações do grupo foram passados para a perícia técnica. O material ajudará a identificar de onde saíam as contas bancárias usadas para receber os depósitos efetuados pelas vítimas do estelionato.
Como denunciar casos e suspeitos no Rio
Quem tiver informações sobre o quarto integrante da quadrilha ou tenha sido vítima do golpe do bilhete premiado na região pode procurar a 15ª DP, na Gávea, ou a delegacia mais próxima de sua residência. O registro é fundamental para que a Polícia Civil consiga mapear a atuação dos criminosos e bloquear as contas usadas na fraude.
Denúncias anônimas podem ser feitas diretamente ao Disque Denúncia do Rio de Janeiro pelo telefone 2253-1177, que funciona 24 horas por dia, com sigilo garantido. Também é possível enviar informações e fotos pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ ou pelo site oficial do serviço.
O que fazer se você for vítima de estelionato
Se você ou algum parente caiu em um golpe financeiro, a recomendação prioritária é ligar imediatamente para o seu banco e solicitar o bloqueio da transação ou o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), caso o pagamento tenha sido feito por Pix. O contato rápido com a instituição financeira aumenta as chances de reaver o dinheiro.
Em seguida, a vítima deve reunir todos os comprovantes de transferência, extratos, mensagens de texto e dados bancários do recebedor e comparecer a uma delegacia de Polícia Civil para fazer o Registro de Ocorrência (RO). O registro também pode ser feito pela internet, no portal da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, para crimes de estelionato sem uso de violência.















