Marketing, TV e advocacia: onde Tarcísio e Haddad gastam na campanha eleitoral em São Paulo
A reta final para o primeiro turno das eleições de 2026 em São Paulo revela um padrão de gastos concentrado em áreas cruciais para a disputa ao governo. Propagandas eleitorais, consultoria de marketing, despesas com advogados e transporte figuram como os principais destinos dos recursos.
O limite estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a campanha ao governo de São Paulo neste ano é de R$ 26.683.209,24. Acompanhar de perto onde os candidatos investem suas verbas é fundamental para entender as estratégias de campanha e o alcance de suas mensagens.
Com base em dados divulgados pelo TSE, apresentamos um panorama detalhado dos gastos de Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad, os principais concorrentes ao governo paulista. Entenda as prioridades de cada campanha e como os recursos estão sendo aplicados na busca por votos.
Tarcísio de Freitas: Marketing Digital e Publicidade Lideram Gastos
O candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já acumula quase R$ 23 milhões em gastos contratados, com R$ 12,2 milhões efetivamente pagos. Deste montante, cerca de R$ 10 milhões são direcionados para serviços de marketing digital e publicidade, evidenciando a importância da presença online na estratégia de campanha.
A produção de programas para rádio, televisão e vídeo consumiu outros R$ 3,9 milhões. Os serviços advocatícios representam uma fatia considerável, com R$ 3,7 milhões em despesas. Além disso, R$ 1,7 milhão foram investidos em impulsionamento de conteúdos e R$ 650 mil em táxi aéreo.
A campanha de Tarcísio já recebeu pouco mais de R$ 19,1 milhões, sendo a maior parte proveniente de partidos políticos. Doações de pessoas físicas somam R$ 7,8 milhões, representando 40,9% das receitas totais.
Fernando Haddad: Foco em Mídia Tradicional e Serviços Jurídicos
Fernando Haddad (PT), principal adversário de Tarcísio, apresenta R$ 12 milhões em despesas contratadas, com mais de R$ 10 milhões já pagos. A maior parte deste valor, R$ 7,9 milhões (64,3% do total), foi destinada à produção de programas de rádio, TV e vídeo, indicando uma aposta forte em mídias tradicionais.
Os serviços advocatícios aparecem como a segunda maior despesa de Haddad, totalizando R$ 1,8 milhão. A campanha do petista também investiu R$ 1,3 milhão em impulsionamento de conteúdos nas redes sociais.
Adicionalmente, R$ 300 mil foram gastos com segurança e prevenção, repressão e combate à violência política. Até o momento, Haddad recebeu R$ 16 milhões do fundo partidário e R$ 15 mil em doações de pessoas físicas.
Comparativo de Gastos e Estratégias
A análise dos gastos revela diferentes focos estratégicos entre os candidatos. Enquanto Tarcísio prioriza o marketing digital e a publicidade em diversas plataformas, Haddad concentra seus investimentos na produção de conteúdo para mídia tradicional e em serviços jurídicos.
Ambos os candidatos destinam recursos significativos para a área jurídica, o que pode indicar a antecipação de possíveis contestações ou a necessidade de assessoria especializada em questões eleitorais e de propaganda.
A captação de recursos também apresenta particularidades, com Tarcísio recebendo uma parcela maior de doações de pessoas físicas, enquanto Haddad se beneficia mais do fundo partidário. Esses dados oferecem um vislumbre das complexas engrenagens financeiras que movem as campanhas eleitorais.













