A Prefeitura suspende leilão do Pavilhão de São Cristóvão após a conclusão de um acordo para o pagamento de uma dívida da Riotur que colocava o imóvel sob risco de venda judicial. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (26) pelo prefeito Eduardo Paes, por meio das redes sociais.
Segundo o prefeito, a negociação impede que o espaço seja levado a leilão e assegura a permanência do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, conhecido popularmente como Feira de São Cristóvão. “Leilão suspenso e continua com o incrível Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas”, escreveu Paes ao divulgar o acordo.
O leilão estava previsto para o dia 25 de fevereiro e decorria de um processo de execução fiscal movido pela União contra a Riotur. O edital estipulava um lance mínimo de aproximadamente R$ 25 milhões e não esclarecia se a feira poderia continuar funcionando no local em caso de venda, o que gerou preocupação entre comerciantes e trabalhadores.
O risco de perda do imóvel causou apreensão entre os lojistas que dependem diretamente das atividades do centro cultural, que reúne restaurantes, lojas, apresentações musicais e manifestações ligadas à cultura nordestina, atraindo milhares de visitantes ao longo do ano.
O imóvel estava penhorado para o pagamento de dívidas fiscais e trabalhistas. Entre os passivos citados no processo judicial está o descumprimento de normas trabalhistas em anos anteriores, o que contribuiu para o acúmulo da dívida. Diante do cenário, a comissão responsável pela administração do espaço chegou a ingressar com embargo judicial para tentar impedir o leilão.
Antes mesmo da confirmação do acordo, a Prefeitura do Rio de Janeiro já havia informado que buscava uma solução para manter o funcionamento da feira. Com o anúncio feito por Eduardo Paes, a gestão municipal indica ter encontrado uma saída negociada para quitar o débito e preservar o equipamento cultural.
O Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas é reconhecido como patrimônio cultural e imaterial da cidade e simboliza a presença e a influência nordestina no Rio de Janeiro. A suspensão do leilão garante a continuidade de um dos espaços mais tradicionais da cultura popular carioca.














