A Prefeitura deu início à instalação de supercâmeras com inteligência artificial no Rio para reforçar o combate à criminalidade e ampliar o monitoramento urbano. Os novos equipamentos, descritos como o maior parque tecnológico de vigilância do país, serão posicionados em vias estratégicas e nas entradas da cidade, com capacidade para identificar até três mil situações simultâneas em segundos.
As câmeras fazem parte do Centro de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), criado em 2024 e integrado ao Centro de Operações Rio (COR). Desde sua implantação, o Civitas já auxiliou em 2.800 investigações e 160 mil alertas em tempo real. Segundo o prefeito Eduardo Paes, a nova fase marca uma virada na forma como a cidade lida com a segurança pública.
“Lamento pelas pessoas que cometem irregularidades e crimes, mas a vida de vocês vai virar um inferno”, afirmou o prefeito ao anunciar a expansão do sistema. A previsão é que três mil supercâmeras estejam em funcionamento até o fim de 2025, com meta de chegar a 15 mil unidades até 2028.
As supercâmeras usam algoritmos de análise em tempo real para detectar irregularidades como excesso de velocidade, direção na contramão, estacionamento irregular e até comportamentos suspeitos de pedestres. Diferente da observação humana, limitada a poucos eventos por vez, o sistema consegue processar milhares de imagens simultaneamente e emitir alertas automáticos.
Além do uso em operações policiais, a tecnologia será aplicada em fiscalização urbana e buscas criminais. O sistema permitirá identificar pessoas ou veículos por meio de buscas biométricas e reconhecimento visual, rastreando características específicas, como cor de roupa ou modelo do carro.
O chefe executivo da Civitas, Davi Carreiro, destacou que a ferramenta também ajudará em investigações. “O sistema consegue rastrear um veículo suspeito ou uma pessoa com base em elementos visuais. É uma ferramenta de apoio decisivo para a polícia e para a prefeitura”, explicou.
O projeto inclui ainda a instalação de pórticos digitais e superpórticos de vigilância, que farão a leitura automática de placas e características de veículos nas principais entradas e saídas da cidade. O plano prevê 56 estruturas até 2028, criando uma espécie de ‘fronteira digital’ do Rio.
O investimento total é de R$ 180 milhões por ano, dentro da parceria público-privada Smart Luz, responsável pela infraestrutura. Paes ressaltou que o sistema também funcionará como uma ferramenta de disciplina urbana. “Você que joga entulho, anda de moto na calçada ou dirige na contramão: nós vamos estar de olho. A ‘babá malvada’ vai funcionar”, declarou.
Com as supercâmeras com inteligência artificial no Rio, o município busca unir tecnologia, segurança e gestão pública eficiente. A expectativa é reduzir o tempo de resposta das forças policiais e aumentar a sensação de segurança nas ruas até o fim da década.














