Um porteiro ficou gravemente ferido após ser esfaqueado na cabeça e no pescoço dentro de um hotel em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio. O crime aconteceu após a vítima negar dinheiro a um morador de rua.
Segundo as primeiras investigações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o agressor arrombou a porta de um dos quartos do estabelecimento para atacar o trabalhador. A discussão teria começado do lado de fora, quando o suspeito pediu dinheiro para comprar drogas e teve a solicitação negada pelo porteiro.
Ataque dentro do hotel e estado de saúde da vítima
Após a negativa, o homem invadiu o imóvel e foi atrás do funcionário. Depois de arrombar a porta de um cômodo, ele golpeou o porteiro repetidamente na região do pescoço e da cabeça. A violência da agressão assustou moradores e comerciantes da região central do município.
O trabalhador foi socorrido e transferido em estado grave para o Hospital Estadual Azevedo Lima, localizado no bairro do Fonseca, em Niterói. A equipe médica da unidade de saúde presta os primeiros atendimentos emergency para estabilizar o quadro do paciente, que inspira cuidados intensivos devido à gravidade dos ferimentos provocados pela lâmina.
Logo após o ataque, o autor das facadas fugiu do local, mas acabou se entregando às autoridades policiais. Na delegacia, os agentes constataram que o homem já possuía histórico criminal e passagens anteriores pela polícia por outros delitos cometidos na região da Baixada Fluminense e no Leste Fluminense.
O que já se sabe sobre o crime
A Polícia Civil instaurou um procedimento investigativo para apurar todas as circunstâncias da tentativa de homicídio. Os agentes buscam imagens de câmeras de segurança do hotel e de estabelecimentos vizinhos para entender a dinâmica exata de como o agressor conseguiu invadir o local e se houve falha na segurança do prédio.
Testemunhas e funcionários do hotel já estão sendo intimados para prestar depoimento na 71ª DP (Itaboraí), delegacia responsável pelo registro do caso. A faca utilizada no crime foi apreendida e passará por perícia técnica nos próximos dias.
Como fica a rotina da região
O crime assustou quem vive e trabalha no centro de Itaboraí. Comerciantes locais relatam um aumento no sentimento de insegurança durante o horário comercial e no período noturno. O hotel onde ocorreu o ataque funcionou com restrições de acesso na manhã de hoje para o trabalho da perícia técnica da Polícia Civil.
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que o patrulhamento ostensivo no entorno do estabelecimento e nas vias do centro da cidade foi reforçado por policiais do 35º BPM (Itaboraí). A medida busca dar mais tranquilidade aos moradores, pedestres e comerciantes que utilizam o transporte público na região.
Quem responde pelo caso
A ocorrência foi atendida inicialmente por agentes do 35º Batalhão de Polícia Militar, que isolaram a área do crime para a preservação dos vestígios até a chegada da Polícia Civil. A investigação prossegue sob a responsabilidade da 71ª Delegacia Policial de Itaboraí, que fará o encaminhamento do suspeito preso ao sistema prisional do estado, onde ele ficará à disposição da Justiça.
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro acompanha o estado de saúde do funcionário internado na unidade hospitalar de Niterói, mas detalhes sobre boletins médicos específicos dependem de autorização da família do paciente.
Como denunciar crimes em Itaboraí
A população de Itaboraí e de municípios vizinhos pode colaborar com as investigações policiais repassando informações que ajudem a combater a criminalidade na região. O canal principal para relatos anônimos é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro.
- Telefone do Disque Denúncia: (21) 2253-1177 (atendimento 24 horas).
- Atendimento via WhatsApp: (21) 2253-1177.
- Aplicativo: Disque Denúncia RJ (disponível para celulares).
- Delegacia local: 71ª DP (Itaboraí) – atendimento presencial para registro de ocorrências e depoimentos.
O anonimato é garantido em todos os canais de atendimento, e as informações são encaminhadas diretamente para as equipes de inteligência das polícias Civil e Militar do Estado do Rio de Janeiro.















