A Polícia Civil prendeu em flagrante um homem em Macaé, no Norte Fluminense, nesta terça-feira (15), após encontrar uma espingarda irregular usada para ameaçar a própria esposa e a filha durante uma discussão familiar.
A ação foi realizada por policiais da 123ª DP (Macaé) na residência do investigado, no cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça local. A arma foi recolhida e o homem levado para a delegacia.
Polícia Civil apreende espingarda e prende acusado em Macaé
As investigações começaram depois que a vítima procurou a delegacia para relatar o crime. Segundo o depoimento prestado à Polícia Civil, o marido usou a espingarda para fazer ameaças graves de morte contra ela e a filha do casal durante um desentendimento no dia 21 de maio deste ano.
Com base nos relatos e nas provas apresentadas, a autoridade policial solicitou ao Poder Judiciário a expedição de um mandado de busca e apreensão para o imóvel da família. A ordem foi concedida e cumprida pelos agentes nesta terça-feira.
Durante a vistoria na casa, os policiais localizaram a espingarda escondida. A arma de fogo estava fora das exigências legais e sem nenhuma documentação de registro ou posse. O homem, identificado pelas iniciais L.F.M.M., recebeu voz de prisão em flagrante no próprio local por porte e posse ilegal de arma de fogo.
Como fica a situação do preso e as investigações
O acusado foi conduzido para a sede da 123ª DP, onde o flagrante foi formalizado. Além de responder pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido ou restrito, ele continua sendo investigado no inquérito principal que apura a prática de ameaça e violência doméstica com base na Lei Maria da Penha.
O homem permanece à disposição da Justiça e passará por audiência de custódia, onde o juiz decidirá se ele responderá ao processo preso ou em liberdade provisória. A espingarda apreendida passará por perícia técnica no Instituto de Criminalística da Polícia Civil para confirmar o funcionamento do mecanismo de disparo.
Como denunciar casos de violência em Macaé
A Polícia Civil destaca que a participação da população é fundamental para interromper ciclos de violência e retirar armas de circulação. Quem souber de casos de agressão, ameaça ou posse irregular de armas na região pode fazer denúncias anônimas.
- WhatsApp da 123ª DP (Macaé): (22) 98831-8043. O atendimento recebe mensagens, fotos e vídeos com garantia de sigilo absoluto.
- Disque Denúncia do Rio de Janeiro: telefone 2253-1177, com funcionamento 24 horas por dia.
- Central de Atendimento à Mulher: Liguem 180 para orientações e denúncias sobre violência de gênero em todo o país.
- Emergências da Polícia Militar: ligue 190 em casos de flagrante ou risco iminente à vida.
O que fazer se você for vítima de ameaça ou agressão
Mulheres que enfrentam situações de violência doméstica no Estado do Rio de Janeiro têm direito a atendimento prioritário e medidas de proteção urgente. É fundamental buscar apoio o mais rápido possível para evitar o agravamento dos casos.
- Procure uma delegacia: A vítima pode ir à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) mais próxima ou a qualquer delegacia de bairro, como a 123ª DP.
- Solicite medidas protetivas: Na própria delegacia, a vítima pode pedir o afastamento do agressor do lar, a proibição de aproximação e o auxílio para retirada de pertences.
- Faça a ocorrência online: Para crimes que não envolvam agressão física imediata ou risco direto de morte, o registro pode ser feito pelo portal da Delegacia Online da Polícia Civil do RJ.
- Guarde provas: Mensagens de texto, áudios de aplicativo, fotos de lesões ou nomes de testemunhas ajudam a fortalecer o inquérito policial e agilizam as decisões judiciais.
Rede de apoio e atendimento à mulher na região
Além do trabalho policial, o município de Macaé conta com serviços públicos voltados ao acolhimento psicológico, social e jurídico de mulheres em situação de vulnerabilidade. O atendimento especializado garante orientação adequada sem que a vítima precise passar pelo processo sozinha.
A Polícia Militar também opera no estado com o programa Patrulha Maria da Penha, que realiza visitas periódicas e fiscaliza o cumprimento das medidas protetivas concedidas pela Justiça. Caso o agressor descumpra a ordem judicial de afastamento, ele pode ser preso imediatamente pela polícia.
Foto: O Dia















