Policial da Core, elite da Polícia Civil do Rio, é baleado e morto

João Pedro Marquini e Tula Mello

Um policial da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) foi morto na noite de domingo (30) na Estrada de Guaratiba, trecho do túnel da Grota Funda, na Zona Oeste do Rio. João Pedro Marquini, de 38 anos, morreu após disparos de bandidos, que teriam fugido em direção à Comunidade César Maia.

Marquini, como era conhecido o agente, era casado com uma juíza Tula Mello, do 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

A Delegacia de Homicídios (DH) foi para o local do crime. As primeiras informações são de que ele estava em um carro e a mulher em outro. Criminosos armados com fuzis e pistolas teriam atacado o veículo. Houve confronto e o policial acabou morto.

O carro em que ela estava também foi atingido, mas era blindado, e ela não se feriu.

A polícia investiga se era uma tentativa de assalto ou se as vítimas acabaram batendo de frente com um bonde de bandidos.

A Core iniciou, logo em seguida, uma operação na região do César Maia. O local, que durante décadas foi controlado pela milícia, há mais de um ano está nas mãos do Comando Vermelho (CV).

João Pedro Marquini vai ser enterrado às 12h desta terça-feira (1º) no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. O velório será das 7h às 11h30.

Quem é Tula Mello?

Tula Mello é juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e presidente do 3º Tribunal do Júri da Capital. Com uma carreira dedicada à área criminal, Tula diz lutar pela igualdade de gênero e pela erradicação da violência contra a mulher.

Em suas redes sociais, Tula se apresenta como uma carioca taurina e mãe, que ama ler, correr e viajar.

Formada pela Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, Tula possui doutorado em Direitos Fundamentais e Novos Direitos, além de mestrado em Criminologia e Ciências Penais.

Tula Mello ganhou notoriedade por sua atuação em casos de grande repercussão, como a condenação do ex-policial militar Toni Ângelo a 80 anos de prisão e o mandado de prisão contra o contraventor Bernardo Bello.

Tula utiliza suas redes sociais para compartilhar um pouco de sua rotina, valores e curiosidades pessoais. Ela acredita que essas plataformas são uma extensão das salas de aula e do ambiente judicial, permitindo-lhe inspirar outras mulheres a alcançar seus objetivos através da dedicação e estudo.

 

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