Polícia prende mulher acusada de participar do roubo milionário no Museu do Louvre

roubo milionário no Museu do Louvre

A polícia francesa prendeu uma mulher de 38 anos acusada de envolvimento no roubo milionário no Museu do Louvre, em Paris, ocorrido na manhã de 19 de outubro. Ela foi formalmente indiciada neste sábado (1º) pelos crimes de cumplicidade em roubo organizado e conspiração criminosa.

De acordo com as autoridades, os criminosos invadiram o museu pela janela, quebraram vitrines que exibiam peças históricas e fugiram em plena luz do dia utilizando uma motoneta e um elevador de carga. As joias roubadas, avaliadas em cerca de € 88 milhões — aproximadamente R$ 550 milhões —, ainda não foram encontradas.

As investigações apontam que os assaltantes usaram pequenas motosserras para acessar as áreas restritas do museu e levar nove joias de valor inestimável, entre elas peças que pertenciam à coleção de Napoleão Bonaparte e da imperatriz Josefina.

A mulher detida mora em La Courneuve, subúrbio ao norte da capital francesa, e foi presa na última quinta-feira (30) junto com outras quatro pessoas. Um dos suspeitos foi liberado por falta de provas, mas o Ministério Público de Paris informou que vestígios de DNA encontrados no local ligam outro homem diretamente ao roubo.

A procuradora de Paris, Laure Beccuau, afirmou que o trabalho da perícia foi essencial para a identificação dos envolvidos. O magistrado responsável pelo caso decidirá se a mulher e os demais suspeitos permanecerão detidos até o julgamento.

O crime, considerado um dos maiores roubos de arte e joias da França nas últimas décadas, levou o governo francês a reforçar a segurança dos principais museus do país. A ministra da Cultura reconheceu falhas no sistema de vigilância do Louvre e anunciou a instalação de novos equipamentos de monitoramento e alarmes de última geração.

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