Oruam se manifesta sobre operação no Rio e provoca debate nas redes

Oruam

O cantor Oruam se manifesta sobre operação no Rio e volta a gerar grande repercussão nas redes sociais. O artista, um dos mais ouvidos do país nas plataformas digitais, criticou a megaoperação policial que resultou em 121 mortes — entre elas quatro agentes — e 91 fuzis apreendidos na capital fluminense. Oruam classificou o episódio como “a maior chacina da história do Rio de Janeiro”.

Em sua fala, o cantor afirmou que a violência tem sido explorada por setores da mídia e da sociedade. “A mídia descobriu que matar bandido vende muito, e essa política é a que mais vende no Rio de Janeiro, no Brasil. A sociedade gosta do banho de sangue, ela usa o bandido como maior vilão para esconder os verdadeiros bandidos que estão em mansões e pagam ao governo para não serem vistos”, declarou o rapper.

Filho de Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP — apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho —, Oruam usou suas redes para questionar a política de confronto adotada nas comunidades cariocas. A fala, contudo, dividiu opiniões entre fãs e críticos.

Parte do público apoiou a crítica à violência policial, enquanto outros lembraram que o cantor, em algumas letras, faz referência direta ao poder das facções criminosas. Em uma de suas músicas, Oruam canta: “Diz que vai vim aqui no Complexo pra poder pegar os irmãos, caô, cagão, vai entrar na bala na primeira barricada.” Em outra, exalta: “Na CDD só tem bandido faixa preta, tentaram vim pegar o homem e a bala voou.”

As declarações do rapper reacenderam o debate sobre o papel social dos artistas no contexto da violência urbana e o limite entre crítica e apologia. A repercussão ganhou força nas redes, onde o nome do cantor chegou aos assuntos mais comentados do dia.

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