A Polícia Civil prendeu um homem apontado como líder do Povo de Israel durante um churrasco em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, nesta terça-feira (4). O suspeito, identificado como Márcio Cea de Paiva, conhecido como “Kinca”, de 45 anos, era monitorado por agentes da 38ª DP e possuía dois mandados de prisão em aberto por roubo.
De acordo com as investigações, o homem é considerado um dos principais integrantes da facção criminosa chamada Povo de Israel e ocuparia a terceira posição na hierarquia do grupo. A organização é conhecida por atuar em golpes de extorsão e no chamado falso sequestro, crimes que costumam ser praticados a partir de ligações telefônicas fraudulentas.
A prisão aconteceu enquanto o suspeito participava de um churrasco com amigos em São João de Meriti. Durante a abordagem, os policiais também encontraram outro homem que possuía mandado de prisão pendente.
Além disso, cinco pessoas foram flagradas com telefones celulares roubados no local. Todos foram levados para a delegacia. No total, sete pessoas acabaram presas na ação, sendo que cinco foram autuadas em flagrante pelo crime de receptação.
Segundo a Polícia Civil, a facção Povo de Israel teria surgido dentro do sistema penitenciário do Estado do Rio de Janeiro. O grupo seria formado majoritariamente por detentos que coordenam atividades criminosas mesmo estando presos.
Entre os crimes atribuídos à organização estão golpes aplicados por telefone, principalmente o golpe do falso sequestro, que já movimentou milhões de reais em diversas operações investigadas pelas autoridades.
Kinca também possui um longo histórico criminal. De acordo com a polícia, ele acumula diversas anotações por crimes como roubo de carga, estelionato e receptação.
Os investigadores também apontam o suspeito como um dos envolvidos na série de ataques ocorridos em novembro de 2010 no Rio de Janeiro. Na ocasião, foram registrados arrastões, veículos incendiados e ataques contra forças de segurança em reação à política de implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
Após ser preso naquela época, Kinca chegou a ser transferido para o Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Agora, com a nova prisão, a Polícia Civil pretende aprofundar as investigações para identificar outros integrantes da organização e possíveis conexões com crimes cometidos a partir de presídios.
Enquanto isso, o caso reacende o alerta sobre a atuação de facções que continuam coordenando golpes e extorsões mesmo com integrantes cumprindo pena no sistema prisional.














