Operação contra monopólio de internet em Cabo Frio prende dois suspeitos

Operação contra monopólio de internet em Cabo Frio prende dois suspeitos

Uma operação contra monopólio de internet em Cabo Frio levou à prisão de dois suspeitos nesta quarta-feira (4), durante ação conjunta da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF). A investigação apura a atuação de um grupo acusado de controlar de forma ilegal o fornecimento de banda larga em áreas da Região dos Lagos.

Segundo as autoridades, o esquema teria sido implantado no bairro Jacaré, em Cabo Frio, onde o grupo investigado buscava impor domínio sobre o serviço de internet na região. A suspeita é de que a organização utilizava ameaças, intimidação e até danos a equipamentos de empresas concorrentes para impedir a atuação de outros provedores.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva. As detenções ocorreram nos municípios de São Pedro da Aldeia e Rio das Ostras. Além disso, agentes federais cumpriram 15 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços, incluindo locais na capital fluminense.

De acordo com as investigações, o grupo seria ligado a uma facção criminosa que atuava para estabelecer o monopólio ilegal na prestação de serviços de banda larga. O controle territorial exercido pelos suspeitos teria sido sustentado por meio de violência e graves ameaças contra empresas concorrentes e funcionários dessas companhias.

As apurações também apontam que o grupo utilizava pessoas conhecidas como “laranjas” para ocultar os verdadeiros responsáveis pela estrutura de controle e pela titularidade dos equipamentos tecnológicos utilizados no esquema.

Os investigadores afirmam que, além do monopólio irregular do serviço, o grupo também é suspeito de provocar interrupções ou perturbações no funcionamento das redes de telecomunicações de outras empresas.

Os dois suspeitos presos responderão pelos crimes de furto qualificado, interrupção ou perturbação de serviço de telecomunicações e organização criminosa.

A operação ainda busca reunir novas provas e identificar outros possíveis envolvidos no esquema que teria atuado para controlar o mercado de internet em parte da Região dos Lagos.

Enquanto as investigações avançam, autoridades federais seguem analisando o alcance da atuação do grupo e se o modelo de controle ilegal do serviço pode estar presente em outras regiões do estado.

Limpatech