Polícia prende homem condenado por matar PM em Santa Cruz

Agentes da Polícia Civil prenderam, nesta quinta-feira (27), Michel José da Silva no bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O homem estava foragido e possui uma condenação de nove anos de reclusão em regime fechado pelo feminicídio de uma policial militar da reserva, crime ocorrido no ano de 2020.

A prisão foi efetuada por policiais da 9ª DP (Catete) durante a Operação Captura. As equipes localizaram o condenado na Rua Horto Florestal, na altura do número 266, após um intenso trabalho de inteligência, monitoramento e cruzamento de dados de localização.

Prisão de condenado por feminicídio mobiliza agentes em Santa Cruz

O crime contra a policial militar da reserva ocorreu no dia 20 de abril de 2020. Segundo a investigação da Polícia Civil, a vítima foi até a casa do suspeito, em Santa Cruz, para resolver pendências financeiras sobre um carro comprado na época em que os dois mantinham um relacionamento afetivo.

Após a reunião sobre os valores do veículo, Michel teria dominado a vítima e a colocado dentro do próprio carro dela, um Renault Clio de cor preta. Ele conduziu a mulher até um ponto ainda não identificado pela perícia, onde cometeu o assassinato. Em seguida, usou o mesmo automóvel para transportar e ocultar o corpo da agente militar.

A produção de provas contou com a análise técnica de radares e câmeras de trânsito. O Renault Clio da vítima foi flagrado por excesso de velocidade na RJ-099, conhecida popularmente como Reta de Piranema, no mesmo dia do desaparecimento. A rodovia estadual faz a ligação direta entre os municípios de Itaguaí e Seropédica, na Baixada Fluminense. O registro fotográfico da infração de trânsito e o reconhecimento visual ajudaram os investigadores a confirmar a autoria do crime e desmontar a versão do acusado.

Como denunciar foragidos da Justiça no Rio

A população do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense pode contribuir ativamente com a localização de criminosos procurados e foragidos do sistema penitenciário. O principal canal para o envio de informações sigilosas é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro. O atendimento funciona durante as 24 horas do dia, nos sete dias da semana, garantindo o anonimato absoluto do denunciante.

Para realizar o relato de paradeiro de foragidos, o morador pode ligar diretamente para o telefone (21) 2253-1177. Também é possível enviar detalhes, fotos e vídeos pelo aplicativo “Disque Denúncia RJ” ou pelo canal de atendimento via WhatsApp no número (21) 2253-1177. Informar pontos de referência, rotinas e horários em que o procurado costuma transitar ajuda as equipes policiais a planejarem as abordagens com segurança.

O que fazer se você for vítima de violência doméstica

Mulheres que enfrentam ameaças, agressões físicas, psicológicas ou que necessitam de medidas protetivas de urgência contam com atendimento especializado no Estado do Rio de Janeiro. O registro de ocorrência pode ser feito presencialmente em qualquer Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) ou na delegacia de bairro mais próxima de sua residência.

Nos casos em que não houver agressão física direta no momento, a vítima pode optar por fazer o Boletim de Ocorrência pela internet, por meio do portal da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Para casos de emergência e flagrante, a recomendação e acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. A Central de Atendimento à Mulher também atende em todo o país pelo telefone 180, oferecendo orientação jurídica, apoio psicológico e encaminhamento para redes estaduais de proteção.

Quem responde pelo caso e os próximos passos

A ação que resultou no cumprimento do mandado foi conduzida pelos policiais civis da 9ª DP (Catete), responsável por monitorar o paradeiro de procurados pela Justiça em diferentes regiões da capital. O mandado cumprido e de prisão condenatória definitiva expedido pelo Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro.

Após ser detido na Rua Horto Florestal, o homem foi conduzido para a sede da delegacia e encaminhado ao sistema prisional do estado, onde iniciará o cumprimento da pena fixada em nove anos de reclusão. O espaço segue aberto para as manifestações da defesa do citado.

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