A Polícia Civil investiga um caso de corpo desaparecido em cemitério após uma família encontrar restos mortais de outra pessoa durante a abertura de um túmulo em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. A denúncia envolve o sepultamento de Vera Lúcia Ribeiro da Silva, de 68 anos, no Cemitério São Miguel.
A situação foi descoberta no último dia 15, quando Alexandre Ribeiro Silva, de 54 anos, filho de Vera Lúcia, acompanhava o processo de exumação da mãe. A família pretendia transferir os restos mortais para um jazigo familiar em outro cemitério.
Segundo Alexandre, ao abrir o caixão, ele percebeu que o conteúdo não correspondia ao de sua mãe. A surpresa aumentou quando foi informado que se tratava de outra pessoa.
“Quando retiraram o caixão e o abriram, me deparei com os restos mortais de outra pessoa. Na verdade, era um homem”, relatou Alexandre Ribeiro Silva.
De acordo com o filho, a família já havia tentado realizar a exumação em março deste ano. Na ocasião, porém, foi informada de que ainda não seria possível fazer a remoção, pois o processo necessário para a transferência não estaria concluído.
Após a descoberta, Alexandre procurou a administração do Cemitério São Miguel em busca de explicações. Segundo ele, os responsáveis confirmaram que o túmulo aberto era o mesmo onde Vera Lúcia havia sido sepultada há quatro anos.
Apesar disso, a administração não soube explicar como os restos mortais de outra pessoa foram encontrados no local. A família agora cobra respostas sobre o paradeiro do corpo de Vera Lúcia e sobre o que pode ter acontecido desde o sepultamento.
O caso está sendo investigado pela 72ª DP, em Niterói. A Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para esclarecer o desaparecimento e apurar as circunstâncias da possível troca.
Em nota, a Prefeitura de São Gonçalo afirmou que a administração do cemitério mantém contato com a família. O município também informou que adotou medidas para evitar novos casos semelhantes.
Entre as providências citadas estão a troca da administração da unidade e a modernização do sistema de controle de sepultamentos. A investigação deve buscar registros, documentos e informações sobre a movimentação no cemitério para tentar esclarecer o que ocorreu.
Enquanto aguarda uma resposta oficial, a família de Vera Lúcia vive a angústia de não saber onde estão os restos mortais da idosa. O caso expõe a importância de controle rigoroso nos cemitérios e de respostas rápidas diante de falhas que atingem diretamente a memória e a dignidade das famílias.














