A Polícia indicia milionário por homicídio da ex-esposa após concluir que a morte de Aryan Papoli, de 58 anos, não foi acidental. O crime ocorreu na Califórnia, nos Estados Unidos, onde a vítima foi jogada de um penhasco de cerca de 23 metros de altura na região montanhosa de Crestline, a aproximadamente 110 quilômetros de Los Angeles.
O principal acusado é Gordon Abas Goodarzi, de 66 anos, empresário do setor de tecnologia. Ele foi preso na última sexta-feira (23) na residência onde morava, localizada no condomínio de luxo Rolling Hills Estates, na Península de Palos Verdes, no sul da Califórnia.
De acordo com as investigações, o casal havia iniciado o processo de divórcio em junho do ano passado, pouco tempo depois de Goodarzi vender sua empresa de tecnologia por cerca de US$ 50 milhões. A partilha dos bens é apontada como a principal motivação do crime, segundo a acusação apresentada pelas autoridades.
Inicialmente, os restos mortais encontrados em 18 de novembro não puderam ser identificados. Somente no dia 1º de dezembro a polícia confirmou que o corpo era de Aryan Papoli, e a morte passou a ser oficialmente tratada como homicídio.
A acusação sustenta que o assassinato foi cometido com “planejamento, sofisticação ou profissionalismo”. Aryan era vice-presidente da empresa US Hybrid, fundada por Goodarzi em 1999, especializada em energia limpa e componentes de propulsão com emissão zero para veículos comerciais e militares.
Seis meses antes da morte, Aryan havia se mudado para Newport Beach, também na Califórnia, após se aposentar da vida corporativa. Segundo um dos filhos do casal, ela buscava um ambiente mais tranquilo para se dedicar a projetos pessoais e criativos. O caso segue agora para a Justiça norte-americana.














