A Polícia Civil de São Paulo estourou uma fábrica clandestina que produzia cosméticos falsificados da marca WePink, da influenciadora Virgínia Fonseca, no bairro Jardim Mônica, em Itaquaquecetuba. Na ação realizada nesta quarta-feira (2), os agentes prenderam 13 pessoas em flagrante e apreenderam mais de 11 mil frascos de perfumes e body splashes prontos para a venda.
A operação interceptou 230 caixas com 48 unidades de produtos em cada uma. No local, que contava com estrutura industrial completa, sete homens e seis mulheres foram pegos enquanto trabalhavam na linha de montagem das imitações.
Fábrica clandestina usava maquinário pesado para falsificar cosméticos
As investigações começaram após a própria equipe da empresa WePink apresentar uma denúncia formal à Polícia Civil. Os investigadores descobriram que a quadrilha vendia as mercadorias falsas por meio de perfis nas redes sociais e também em pontos de comércio popular na região central da capital paulista.
Ao entrarem no imóvel na Grande São Paulo, os policiais encontraram uma estrutura surpreendente de grande porte. Foram apreendidas 14 máquinas industriais, incluindo equipamentos para encher e rosquear frascos de vidro, esteiras transportadoras e seis reservatórios gigantes com capacidade para mil litros de substâncias químicas cada um.
Além disso, as equipes recolheram mais de 30 baldes com 20 litros de essência concentrada em cada, além de milhares de embalagens, rótulos e caixas de papelão que imitavam com precisão os itens originais. Um carro e 15 celulares usados pelos criminosos também foram apreendidos na ação.
O que já se sabe sobre as prisões
Os 13 presos em flagrante foram levados para a delegacia e vão responder por crimes graves. O caso foi registrado na 1ª Delegacia Seccional do Centro como associação criminosa, além de falsificação, corrupção e adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. A Polícia Civil já pediu à Justiça a conversão das prisões em flagrante para prisões preventivas, o que mantém os suspeitos detidos durante o andamento do processo.
A investigação aponta que o bando copiava até mesmo os códigos de lote, dados de fábrica e detalhes das embalagens oficiais para enganar quem comprava na internet ou nas ruas da cidade.
Como o consumidor pode se proteger de produtos falsos
A compra de cosméticos falsificados traz riscos diretos para a saúde da pele, pois o consumidor não sabe quais substâncias químicas e essências foram usadas na mistura. Em nota oficial, a WePink alertou os clientes sobre os riscos e informou que não é possível garantir a procedência ou a segurança de itens comprados fora dos meios oficiais.
- Canais oficiais: A marca reforça que vendas autênticas acontecem apenas pelo site oficial da WePink, aplicativo próprio da marca, lojas físicas e quiosques autorizados.
- Desconfie do preço: Perfumes e cosméticos vendidos redes sociais sem nota fiscal ou com preços muito abaixo do valor praticado no site oficial são indícios claros de falsificação.
- Verifique a embalagem: Produtos sem lacre, com impressão falhada na embalagem ou vazamentos não devem ser utilizados.
O que fazer se você foi vítima ou comprou produto falso
Caso o consumidor tenha adquirido um produto falsificado ou desconfie de um ponto de venda ilegal, o primeiro passo é suspender o uso do item imediatamente para evitar reações alérgicas. É importante guardar a embalagem e o comprovante de pagamento para apresentar às autoridades.
O registro da ocorrência pode ser feito diretamente na delegacia mais próxima ou por meio da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil. Se a compra foi feita pela internet, a vítima deve também acionar a plataforma onde o pagamento foi processado para tentar o bloqueio ou estorno do valor pago.
Como denunciar locais de falsificação
Quem souber de locais usados como fábrica clandestina ou depósitos de mercadorias falsas no estado de São Paulo pode ajudar o trabalho da polícia sem precisar se identificar. O Disque Denúncia atende pelo telefone 181, com funcionamento 24 horas por dia e garantia total de sigilo do denunciante.
Na cidade do Rio de Janeiro ou em municípios da Baixada Fluminense, a população também pode denunciar a venda ilegal de produtos adulterados pelo Disque Denúncia do Rio no telefone (21) 2253-1177, que funciona com atendimento anônimo. Informações precisas sobre endereço e movimentação de suspeitos ajudam as autoridades a fechar esses locais e proteger o consumidor.
Foto: CNN Brasil















