Polícia fecha clínica clandestina em Magé e prende mulher acusada de maus-tratos, estupro e cárcere privado

65 DP, Delegacia de Magé

Uma clínica clandestina em Magé, na Baixada Fluminense, foi alvo de uma operação da Polícia Civil, que resultou na prisão de uma mulher acusada de integrar um grupo criminoso responsável por cárcere privado, maus-tratos e até estupros contra pacientes. A ação foi realizada na sexta-feira (23) por equipes da 65ª DP (Magé) e 66ª DP (Piabetá), após dois meses de investigação.

Segundo a Polícia, a acusada foi localizada em um centro terapêutico no município de Seropédica, também na Baixada. Ela é ex-interna da própria clínica e, após receber um convite para trabalhar no local, passou a ocupar o cargo de coordenadora. Nessa função, além de administrar remédios sem controle médico, ela era responsável por manter a ordem por meio de agressões físicas.

As investigações começaram quando os agentes descobriram a existência da clínica clandestina em Magé, onde os pacientes eram submetidos a diversos tipos de abuso, tortura, cárcere privado e violência sexual. O local foi fechado, mas as investigações continuaram, visando prender todos os envolvidos.

Na última sexta-feira, a Justiça acatou o pedido dos investigadores e expediu quatro mandados de prisão. A mulher presa possui diversas anotações criminais e agora responde pelos crimes de estupro, associação criminosa, cárcere privado e maus-tratos. Outras três pessoas seguem foragidas.

A Polícia Civil segue com as diligências para localizar os demais envolvidos no esquema criminoso que operava sob a fachada de um centro terapêutico.

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