Polícia e MPT apuram hamburgueria investigada por exigências abusivas em Ribeirão Preto

Polícia Civil de São Paulo

A hamburgueria investigada por exigências abusivas em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, tornou-se alvo de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Trabalho (MPT) após denúncias relacionadas à divulgação de vagas de emprego com critérios considerados discriminatórios e inadequados.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, há duas ocorrências registradas sobre o caso. A primeira está sob responsabilidade do 3º Distrito Policial de Ribeirão Preto, enquanto a segunda é conduzida pela Delegacia de Proteção da Mulher (DPM). As autoridades informaram que detalhes adicionais não serão divulgados neste momento para não comprometer as diligências, especialmente porque uma das vítimas é menor de idade.

As investigações tiveram início após duas jovens denunciarem a hamburgueria Oliveira Burguer. Uma delas apresentou capturas de tela de conversas mantidas com Rafael Oliveira, proprietário do estabelecimento. Nas mensagens, o empresário explicava que a remuneração oferecida era de R$ 90 por seis horas de trabalho, podendo chegar a R$ 180 caso a candidata aceitasse utilizar calça justa e decote, sob a justificativa de que essa aparência “atrairia clientes”.

O Ministério Público do Trabalho informou, por meio de nota, que instaurou procedimento para apurar a conduta do estabelecimento. O objetivo é verificar eventuais violações às leis trabalhistas e constitucionais, além de garantir a proteção da dignidade das trabalhadoras envolvidas.

“Apurar a responsabilidade do estabelecimento, interromper as práticas abusivas e garantir o cumprimento das leis trabalhistas e constitucionais, zelando pela formação e dignidade dos jovens afetados”, destacou o MPT em comunicado oficial.

Após a repercussão do caso, o proprietário da hamburgueria declarou que não teve a intenção de ofender nenhuma mulher e apresentou um pedido de desculpas público. Desde então, as redes sociais do estabelecimento foram desativadas, e a loja permaneceu fechada durante o último fim de semana.

O episódio reacende o debate sobre práticas discriminatórias no ambiente de trabalho e reforça a importância da fiscalização por parte das autoridades para assegurar condições de emprego justas, respeitosas e alinhadas à legislação brasileira.

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