Polícia descarta participação de alunos em explosão em escola de Belford Roxo

CIEP

A Polícia Civil descartou a participação de estudantes no transporte do artefato envolvido na explosão em escola de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O caso aconteceu na última sexta-feira (8) dentro do Ciep 388 Lazar Segall e deixou dez alunos feridos.

Segundo a investigação conduzida pela 54ª DP (Belford Roxo), todos os adolescentes envolvidos foram ouvidos com apoio da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav). Após diligências e análises técnicas, os agentes concluíram que nenhum estudante levou o material explosivo para dentro da unidade escolar.

Apesar da conclusão inicial, a Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer como o artefato chegou ao colégio e identificar o responsável pelo material.

Equipes seguem analisando imagens de câmeras de segurança e realizando outras diligências para tentar reconstruir toda a dinâmica do ocorrido.

O material recolhido pelo Esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) também será submetido à perícia técnica.

A explosão aconteceu no pátio da escola, localizada no bairro Areia Branca, durante a manhã de sexta-feira. Inicialmente, havia suspeita de que um dos estudantes pudesse ter manuseado o artefato antes da detonação.

Os dez adolescentes feridos têm entre 13 e 17 anos e sofreram lesões leves em regiões como braços, pernas e joelhos. Todos foram encaminhados para o Hospital Municipal de Belford Roxo, onde receberam atendimento médico.

Segundo relatos obtidos pelas autoridades, o artefato era composto por um tubo de PVC contendo pregos, porcas e parafusos em seu interior. O objeto teria explodido após cair no chão.

Após o incidente, as aulas na unidade escolar foram suspensas temporariamente enquanto equipes de segurança e perícia atuavam no local.

O Governo do Estado informou que acompanha o caso e que a Secretaria Estadual de Educação está oferecendo apoio aos alunos, familiares e funcionários da escola.

A explosão em escola de Belford Roxo segue gerando preocupação entre moradores e autoridades, enquanto a polícia tenta esclarecer quem levou o artefato para dentro da unidade e qual era a intenção por trás do material explosivo.

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