Apreensão de balões mobiliza polícia em Arraial do Cabo e Maricá

Apreensão de balões mobiliza polícia em Arraial do Cabo e Maricá

A apreensão de balões mobilizou equipes da Polícia Militar na manhã deste domingo (10) em ações realizadas em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, e em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Segundo a corporação, agentes do Comando de Polícia Ambiental (CPAm) recuperaram sete balões em Arraial do Cabo após receberem denúncias sobre um suposto festival clandestino de balões na região.

Além dos artefatos, os policiais também apreenderam uma bandeira de aproximadamente oito metros e materiais inflamáveis utilizados na prática ilegal.

De acordo com a PM, os suspeitos conseguiram fugir pela área de restinga ao perceberem a chegada das equipes policiais. O caso foi registrado na 132ª DP (Arraial do Cabo).

Já em Maricá, policiais ambientais apreenderam um balão de cerca de cinco metros de altura. Os agentes informaram que estavam se deslocando para a região da Lagoa de Jaconé quando avistaram o artefato em queda e realizaram a captura.

O material apreendido foi encaminhado para a 82ª DP (Maricá), onde o caso foi registrado.

A apreensão de balões acontece em meio a uma série de ocorrências recentes envolvendo o uso desses artefatos no estado do Rio de Janeiro.

No fim de abril, um balão de grande porte caiu na entrada da emergência do Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, provocando pânico entre pacientes e funcionários da unidade.

Na ocasião, parte do telhado de uma casa vizinha foi destruída, além de danos registrados em uma caixa d’água. Testemunhas também relataram a invasão da área hospitalar por motociclistas que tentavam recuperar o balão.

Outro episódio recente aconteceu em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, quando um grupo armado invadiu uma casa de festas para resgatar um balão que havia caído no local.

A Polícia Militar reforça que soltar balões é crime ambiental previsto na Lei nº 9.605/98. A prática pode provocar incêndios em residências, áreas de vegetação e atingir redes elétricas, colocando vidas em risco.

Quem for flagrado fabricando, vendendo, transportando ou soltando balões pode responder criminalmente, com pena de prisão de um a três anos, além de pagamento de multa.

As operações ambientais devem continuar sendo intensificadas nos próximos meses diante do aumento de ocorrências envolvendo balões em diferentes regiões do estado.

Limpatech