A prisão do goleiro Bruno foi mantida pela Justiça do Rio de Janeiro durante audiência de custódia realizada neste sábado (9). A decisão foi tomada pelo juiz Danilo Nunes Cronemberger Miranda, que determinou a continuidade do cumprimento da ordem judicial expedida contra o ex-atleta.
Na decisão, o magistrado destacou que o mandado de prisão segue válido e que não houve qualquer revogação ou alteração na determinação judicial que autorizou a captura de Bruno Fernandes de Souza.
Além da manutenção da prisão, a Justiça também determinou que o ex-goleiro seja transferido para uma unidade prisional compatível com o regime semiaberto, desde que não exista outra decisão impondo regime mais rígido.
Bruno foi preso na última quinta-feira (7), em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Segundo a Vara de Execuções Penais, ele era considerado foragido desde março após descumprir condições impostas pela liberdade condicional.
De acordo com as informações do processo, o ex-jogador teria deixado o estado do Rio sem autorização judicial para atuar pelo Vasco-AC, no Acre. A viagem foi apontada como irregular pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.
Ainda segundo o MP, Bruno participou de uma partida no estado acreano sem comunicar previamente à Justiça, violando regras estabelecidas para manutenção do benefício da liberdade condicional.
O goleiro foi condenado a 23 anos e um mês de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra a modelo Eliza Samudio.
O caso ganhou enorme repercussão nacional desde 2010, ano em que Bruno foi preso pela primeira vez enquanto atuava como goleiro do Flamengo. O corpo de Eliza Samudio nunca foi encontrado pelas autoridades.
Após anos no sistema prisional, Bruno passou ao regime semiaberto em 2019 e obteve liberdade condicional quatro anos depois.
Agora, a nova decisão da Justiça recoloca o ex-atleta no centro das discussões jurídicas envolvendo cumprimento de pena, benefícios prisionais e fiscalização das regras impostas pela liberdade condicional.
O caso continua repercutindo nas redes sociais e deve seguir acompanhando os próximos desdobramentos judiciais envolvendo o ex-goleiro nos próximos dias.














