Dois policiais militares lotados em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, foram presos em flagrante sob a acusação de extorquir R$ 50 de uma clínica médica local. A prisão ocorreu após investigações apontarem que a dupla cobrava a taxa diária em troca de segurança privativa na região.
O caso provocou indignação entre comerciantes e moradores do município, que já convivem diariamente com a rotina de insegurança e a presença do crime organizado. A ação que resultou na detenção dos agentes foi realizada pela própria corporação, após denúncias sobre a conduta irregular dos PMs.
PMs de Belford Roxo são presos acusados de cobrar propina de R$ 50 para vigiar clínica
Segundo as apurações preliminares, os dois policiais militares costumavam frequentar o estabelecimento comercial para recolher o valor estipulado. A cobrança de propina para garantir a vigilância de estabelecimentos privados é uma prática ilegal e configura crime militar e de extorsão.
Após o recebimento de informações detalhadas sobre a rotina das cobranças, equipes de fiscalização atuaram no local e flagraram a transação. Os agentes foram desarmados, receberam voz de prisão e acabaram conduzidos imediatamente para prestar depoimento na Corregedoria Geral da Polícia Militar.
Comerciantes do centro de Belford Roxo relatam que a prática de cobranças indevidas prejudica o orçamento dos pequenos negócios da Baixada Fluminense. Muitas vezes, pequenos empresários aceitam pagar os valores por receio de perderem a proteção do policiamento ostensivo regular nas vias públicas.
O que já se sabe sobre a prisão dos agentes
Os dois policiais eram lotados no 39º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo policiamento em Belford Roxo. Eles foram encaminhados para a Unidade Prisional da Polícia Militar, localizada em Niterói, onde permanecem à disposição da Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Além do processo criminal na Justiça Militar, os acusados responderão a um Procedimento Administrativo Disciplinar. Esse processo interno na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro pode culminar na expulsão definitiva dos quadros da corporação, caso as acusações sejam totalmente comprovadas ao final das investigações.
A Polícia Militar reforçou que não tolera desvios de conduta e que todas as denúncias enviadas pelos cidadãos são apuradas com rigor. Os nomes dos agentes envolvidos no episódio não foram divulgados oficialmente pelas autoridades responsáveis até o momento.
Quem responde por isso na Baixada Fluminense
O 39º BPM (Belford Roxo) é o batalhão encarregado de cobrir o município e garantir a ordem pública nos bairros da cidade. O policiamento na região conta com patrulhamento ostensivo de viaturas, motopatrulhas e ações integradas com a delegacia da área.
A investigação criminal e o acompanhamento do caso em âmbito civil e administrativo ficam a cargo da Corregedoria Geral da Polícia Militar. A população pode encaminhar relatos de irregularidades cometidas por agentes públicos diretamente aos canais oficiais de ouvidoria do Estado do Rio de Janeiro.
Para casos ocorridos no município de Belford Roxo que envolvam crimes comuns ou extorsão praticada por civis ou agentes, a 54ª DP (Belford Roxo) é a delegacia territorial responsável por registrar a ocorrência e instaurar o inquérito policial correspondente.
Como fica a região e a rotina dos comerciantes
Apesar da prisão dos agentes, o policiamento ostensivo na área central de Belford Roxo segue operando normalmente com a redistribuição de equipes. A Polícia Militar informou que novas escalas foram montadas para garantir a presença de viaturas no patrulhamento das vias comerciais da cidade.
Para os comerciantes e clientes das clínicas da região, a expectativa é de reforço na segurança pública regular sem a necessidade de pagamentos paralelos. As lojas e consultórios do centro do município mantêm o funcionamento no horário comercial habitual, das 8h às 18h.
Moradores e trabalhadores que necessitam de transporte público no centro de Belford Roxo não encontram alterações nos itinerários dos ônibus intermunicipais ou municipais. A circulação dos coletivos e das Vans segue sem interrupções nos pontos principais da cidade.
Como denunciar casos de extorsão ou abusos no Rio
O morador ou comerciante da Baixada Fluminense que for vítima ou testemunha de cobrança indevida de propina pode denunciar de forma totalmente anônima. O Disque Denúncia do Rio de Janeiro atende pelo telefone (21) 2253-1177 e funciona durante 24 horas por dia, sete dias por semana.
Outra alternativa direta para denunciar condutas inadequadas de policiais militares é entrar em contato com a Corregedoria Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. As denúncias podem ser feitas pelo telefone da Ouvidoria da PMERJ ou presencialmente na sede do órgão, na capital.
Ao registrar uma denúncia, é importante fornecer detalhes como data, horário, local exato do ocorrido, número do prefixo da viatura ou características físicas dos envolvidos. Nenhuma taxa é cobrada para o registro de denúncias ou ocorrências policiais no estado.















