O PM suspeito de matar um homem durante uma roda de pagode em Nova Iguaçu foi preso na manhã desta quinta-feira (15). Vinicius Rodrigues Pacheco, de 37 anos, se apresentou espontaneamente na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), após ter sua prisão temporária decretada pela Justiça do Rio de Janeiro na última terça-feira (13).
Vinicius é acusado de ter assassinado Jorge Mauro Ruas de Paiva, de 51 anos, com ao menos três disparos a queima-roupa durante um evento em um bar no bairro Comendador Soares. O crime ocorreu na madrugada do dia 3 de maio, e desde então o policial militar era considerado foragido.
Segundo o delegado André Felippe, o PM chegou à delegacia por volta das 11h e, no momento da apresentação, foi imediatamente detido. A presença de familiares da vítima também foi registrada na unidade policial. Um dos depoimentos mais marcantes foi de uma enteada de Jorge Mauro. “Me sinto aliviada por não ter mais esse monstro na nossa sociedade”, declarou, preferindo não se identificar.
De acordo com a investigação, Vinicius e Jorge já haviam se desentendido dois meses antes do crime. A motivação ainda está sendo apurada, mas a hipótese de vingança por desavença pessoal é considerada a principal linha de investigação. A polícia apura se o PM chegou ao local já com a intenção de encontrar e executar a vítima.
O assassinato aconteceu na Rua Manoel Henrique, em uma área movimentada do bairro. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Vinicius, com um copo de cerveja em uma mão e uma arma na outra, se aproxima da vítima e dispara ao menos três vezes a curta distância. O bar estava lotado, e dezenas de pessoas presenciaram a cena.
Após ser atingido, Jorge Mauro chegou a ser socorrido e levado com vida para uma Unidade de Pronto Atendimento da região, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo foi sepultado no último domingo (11), no Cemitério Municipal de Nova Iguaçu. A vítima deixa dois filhos.
O caso gerou grande comoção entre familiares e moradores da região. A atitude do policial, registrada por câmeras de segurança e divulgada amplamente nas redes sociais, intensificou a cobrança por justiça. O vídeo mostra claramente o momento em que o PM atira friamente contra a vítima, que estava desarmada e sem chances de defesa.
A prisão temporária de Vinicius foi decretada com base nas provas reunidas pela DHBF, incluindo as imagens de vídeo, depoimentos de testemunhas e histórico de conflitos entre os dois. O policial militar será interrogado formalmente e poderá ter a prisão convertida em preventiva nos próximos dias, a depender do andamento das investigações.
A Corregedoria da Polícia Militar foi acionada e acompanha o caso. Segundo nota enviada pela corporação, Vinicius Rodrigues Pacheco será afastado de suas funções de forma imediata e responderá também a um processo disciplinar interno. Caso seja condenado, ele poderá ser expulso da corporação.
O caso reforça os debates sobre a conduta de agentes da segurança pública fora do serviço e o uso indevido da força. A investigação segue em andamento para apurar possíveis agravantes e verificar se há outros envolvidos no crime.














