Um homem foi preso com uma submetralhadora calibre 9mm na comunidade do Inferninho, no bairro Riachão, em Nova Iguaçu. A ação do 20º BPM na terça-feira (15) combateu o crime e a colocação de barricadas nas ruas.
A operação surpreendeu os moradores da região durante o patrulhamento de rotina. Os policiais atuavam para conter a expansão do tráfico de drogas e garantir a circulação do transporte público e dos pedestres nas vias principais.
Ação do 20º BPM no Inferninho retira arma pesada de circulação
Segundo a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, a equipe fazia o patrulhamento ostensivo quando decidiu intensificar a busca em trechos críticos da comunidade. O objetivo era impedir que criminosos fechassem acessos com bloqueios e entulhos, uma prática comum para dificultar o trabalho das forças de segurança.
Durante o vasculhamento pelas alamedas do Inferninho, os agentes localizaram um homem em atitude suspeita. Após a abordagem e a estabilização da área, os policiais encontraram a submetralhadora de calibre 9mm, acompanhada de um carregador alongado e dez munições intactas. Na mesma ação, a equipe apreendeu uma base de rádio transmissor usada na comunicação do grupo criminoso.
O suspeito foi levado imediatamente para a 56ª DP (Comendador Soares), onde o caso foi registrado. Todo o material recolhido no local foi entregue à Polícia Civil para passar por perícia técnica e integrar o processo de investigação.
O impacto das barricadas na rotina dos moradores da Baixada
A presença de barricadas instaladas por facções criminosas é um dos maiores problemas enfrentados por quem mora na Baixada Fluminense. Esse tipo de bloqueio impede a entrada de vans, ônibus e caminhões de entregas nas comunidades, além de atrasar o trabalho de serviços essenciais, como ambulâncias do Samu e carros de coleta de lixo.
Em locais como o bairro Riachão, a retirada e o impedimento desses obstáculos garantem que os moradores consigam sair de casa para trabalhar e levar as crianças à escola sem sobressaltos. A operação da Polícia Militar buscou justamente devolver a liberdade de ir e vir a quem vive na região.
Moradores relatam que, quando os acessos são bloqueados, o comércio do bairro também sofre prejuízos diretos. Entregadores de mercadorias e prestadores de serviço costumam recusar chamados para áreas com travamentos viários, prejudicando a economia local.
Como fica a região após a prisão do suspeito
Após a prisão do homem e a apreensão do armamento, o clima na comunidade do Inferninho voltou ao normal, sem registro de confrontos intensos ou fechamento de vias. As escolas municipais e estaduais da vizinhança mantiveram o funcionamento regular durante todo o dia.
O comércio do bairro Riachão funcionou sem interrupções e os ônibus das linhas que atendem a região continuaram circulando pelos itinerários padrão. O comando do 20º BPM (Mesquita) informou que o policiamento na área foi reforçado para evitar qualquer reação de grupos armados após a perda do material.
Patrulhas continuam transitando pelos acessos ao bairro para assegurar a tranquilidade da população e garantir que novas barricadas não sejam erguidas nos pontos desobstruídos.
Quem responde por isso e como está a investigação
O 20º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Mesquita e responsável pelo policiamento em Nova Iguaçu, foi o órgão executador da operação. A ocorrência ficou sob os cuidados da 56ª DP (Comendador Soares), delegacia da Polícia Civil que cobre a região do Riachão.
Na delegacia, o homem detido foi autuado em flagrante. Os investigadores vão apurar se o suspeito possui histórico criminal ou mandados de prisão em aberto, além de verificar a origem da submetralhadora recolhida.
A Polícia Civil tenta identificar outros integrantes do grupo armado que atua no Inferninho. O objetivo é desarticular o esquema de comunicação e a estrutura logística mantida pela facção na comunidade.
Como denunciar atividades criminosas e barricadas
A colaboração da população é fundamental para o trabalho das autoridades na Baixada Fluminense. Quem souber de pontos de venda de drogas, esconderijos de armas ou locais com instalação de barricadas pode fazer a denúncia de forma totalmente anônima e segura.
O canal principal é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro, pelo telefone 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, com garantia absoluta de sigilo para o denunciante.
Também é possível repassar informações pelo aplicativo “Disque Denúncia RJ” ou pelo site oficial do serviço. Em situações de emergência ou flagrante nas ruas, a orientação é ligar diretamente para o número 190 da Polícia Militar.
Foto: R7 Rio (raspagem)















