Uma operação da Polícia Militar na comunidade do Bateau Mouche, na Praça Seca, terminou com um homem preso, duas granadas e uma pistola apreendidas na manhã desta terça-feira (15), após intensa troca de tiros.
A ação foi realizada por equipes do 18º BPM (Jacarepaguá) durante um patrulhamento de rotina voltado para o combate ao crime organizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Logo na chegada dos policiais aos acessos do morro, criminosos armados reagiram à presença das equipes com disparos de arma de fogo.
Apreensão de explosivos e armamento na comunidade Bateau Mouche
A chegada dos policiais militares ao Bateau Mouche foi marcada por momentos de tensão. Moradores relataram nas redes sociais que ouviram muitos tiros nas primeiras horas do dia, o que causou correria e assustou quem saía para trabalhar ou levar as crianças para a escola. Ninguém ficou ferido no confronto inicial.
Após o confronto, os policiais avançaram pelas vielas da comunidade para fazer a varredura e estabilizar a área. Durante as buscas, as equipes localizaram um homem em atitude suspeita tentando se esconder na vegetação próxima às residências.
Na abordagem, os agentes confirmaram que o homem carregava uma pistola, duas granadas defensivas de alto poder de destruição e um cinto de guarnição completo, com porta-carregadores. O suspeito recebeu voz de prisão imediatamente e foi levado para a unidade policial.
Todo o material bélico recolhido e o detido foram encaminhados para a 28ª DP (Praça Seca), onde o caso foi registrado. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar se o homem tem ligação com a facção criminosa que tenta dominar os pontos de venda de drogas na região.
O que já se sabe sobre a operação no Bateau Mouche
A ação da Polícia Militar fez parte de um planejamento estratégico do 18º BPM para sufocar o avanço de grupos armados na Praça Seca. A região vive um histórico prolongado de disputas territoriais entre traficantes de drogas e milicianos, o que mantém o clima permanente de insegurança entre as famílias do bairro.
A Polícia Militar confirmou que o policiamento ostensivo continuará reforçado no entorno do Bateau Mouche e de outras comunidades vizinhas, como Barão, Covanca e Mato Alto. O objetivo é evitar confrontos de revanche entre grupos rivais e garantir a circulação dos moradores.
Até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação de outros feridos na ação e nenhum morador havia procurado atendimento médico nas unidades de saúde locais por conta dos disparos registrados na manhã desta terça-feira.
Como fica a rotina dos moradores na Praça Seca
Mesmo após o término do confronto direto no Bateau Mouche, a rotina de quem mora na Praça Seca exige atenção dobrada. A recomendação da polícia é que moradores e motoristas fiquem atentos ao circular pelos acessos principais da comunidade e ao longo da Rua Cândido Benício.
A circulação dos ônibus e dos articulados do BRT Transcarioca funcionava normalmente no trecho da Praça Seca durante a manhã, mas passageiros devem acompanhar as atualizações das linhas em caso de novos alertas de operação policial na área.
Comércios do entorno mantiveram as portas abertas, embora com movimento mais fraco nas primeiras horas após o tiroteio. As escolas municipais e estaduais da região funcionaram, mas a Secretaria Municipal de Educação orienta que pais e responsáveis consultem as direções escolares para checar a frequência dos alunos em dias de instabilidade na segurança.
Quem responde pela segurança na região
O policiamento ostensivo na Praça Seca e nos bairros vizinhos da Zona Oeste é de responsabilidade do 18º Batalhão de Polícia Militar, localizado em Jacarepaguá. O batalhão atua em conjunto com as unidades operacionais da Polícia Civil para identificar e prender lideranças criminosas.
A investigação dos crimes ocorridos na área do Bateau Mouche fica a cargo da 28ª DP (Praça Seca), localizada na Rua Cândido Benício. É nessa delegacia que os flagrantes de prisões e apreensões na comunidade são formalizados para encaminhamento ao Judiciário.
Em caso de emergências com tiroteios ou flagrantes de pessoas armadas nas ruas, o morador deve acionar imediatamente a Polícia Militar por meio do telefone 190. O atendimento funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
Como denunciar esconderijos e armas de forma anônima
A participação da população é fundamental para ajudar as forças de segurança a retirar armas, granadas e criminosos de circulação nas comunidades. O principal canal para enviar informações com total garantia de sigilo é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro.
- Telefone do Disque Denúncia: (21) 2253-1177
- Linha gratuita para o interior: 0300-253-1177
- WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177
- Aplicativo móvel: Disque Denúncia RJ (disponível para Android e iOS)
Ao fazer uma denúncia, o morador não precisa se identificar em hipótese alguma. É importante fornecer o maior número possível de detalhes úteis, como endereço exato, pontos de referência, características físicas dos suspeitos e locais usados para armazenar armas ou drogas. Todas as informações repassadas são checadas pelas equipes de inteligência do batalhão e da delegacia da área.















