Picape usada por traficantes do CV em transporte de corpos foi tomada em assalto no Méier

picape usada por traficantes do CV

A picape usada por traficantes do CV para transportar corpos após a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, na última terça-feira (28), foi identificada pela Polícia Civil como um veículo roubado. O carro, de luxo, havia sido tomado em assalto no bairro do Méier, na Zona Norte do Rio, no dia 17 de setembro.

De acordo com informações da 22ª Delegacia de Polícia (Penha), a caminhonete foi utilizada para levar os corpos de moradores e de integrantes do Comando Vermelho (CV) mortos durante a ação, considerada a mais letal da história do estado. Imagens que circularam nas redes sociais mostraram o veículo transportando cadáveres empilhados em sua carroceria, chamando atenção pela brutalidade da cena.

O boletim de ocorrência registrado na 25ª DP (Engenho Novo) relata que o motorista foi abordado por dois criminosos em uma moto CG 125 preta enquanto dirigia pela Rua 24 de Maio, por volta das 14h30. Armado, o garupa bateu no vidro e ordenou que ele saísse do veículo, ameaçando-o de morte e insinuando que seria policial. Em seguida, os assaltantes fugiram com a caminhonete e os pertences da vítima, incluindo um celular Samsung S24 Ultra e uma carteira com cartões.

A polícia agora apura a ligação entre o roubo e a megaoperação. Um dos criminosos foi identificado como Rodrigo Correia Martins da Piedade, conhecido como “Loirinho do CV”, apontado como integrante da facção e especialista em roubos de veículos de alto padrão. Segundo os investigadores, há indícios de que o criminoso tenha participado diretamente do assalto.

A Delegacia da Penha confirmou que o caso passou a integrar as investigações sobre os desdobramentos da megaoperação que deixou 121 mortos, entre eles traficantes, civis e policiais. O objetivo é entender como o veículo foi parar nas mãos dos criminosos que participaram do transporte dos corpos e se houve envolvimento de outros integrantes da quadrilha.

As equipes da Polícia Civil continuam cruzando imagens de câmeras de segurança com registros de roubos e movimentações de veículos na região para rastrear o percurso da caminhonete desde o roubo até a utilização durante a operação.

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