A indenização à família de jovem morto no Santo Amaro será paga em até 60 dias pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. O acordo foi formalizado nesta quinta-feira (30) e garante reparação financeira aos familiares de Herus Guimarães Mendes da Conceição, de 24 anos, que foi baleado durante uma festa junina em meio a uma operação policial na comunidade do Santo Amaro, Zona Sul, em junho deste ano.
De acordo com o termo assinado, os familiares receberão indenização por danos morais e uma pensão mensal destinada ao filho de Herus, de 2 anos, até que ele complete 18 anos — ou 24, caso esteja matriculado em uma instituição de ensino superior. Os valores do acordo não foram divulgados.
O entendimento foi alcançado após sessões de mediação conduzidas pela Coordenadoria de Autocomposição (COMPOR) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). O órgão ressaltou que o acordo não interfere na investigação criminal, que segue em andamento para apurar as circunstâncias da morte e identificar os responsáveis.
O caso ocorreu no dia 6 de junho, durante uma festa junina que reunia famílias e crianças da comunidade. Testemunhas relataram que a celebração foi interrompida por um tiroteio. “O pessoal do Bope veio pelos becos e, quando apareceram, ninguém viu nada, só um monte de tiro para todo lado. Tinha muita gente dançando, era um momento de alegria que virou desespero”, contou Cristiano Pereira, líder da quadrilha Balão Dourado, que se apresentava no local.
Além de Herus, outras cinco pessoas ficaram feridas e foram levadas ao Hospital Municipal Souza Aguiar. Na ocasião, a Polícia Militar informou que a ação do Bope visava verificar denúncias sobre a presença de criminosos fortemente armados na comunidade, supostamente se preparando para um confronto com rivais por disputa territorial.
Herus trabalhava como office-boy e era morador da região. Ele deixa um filho pequeno, que agora será amparado pela pensão prevista no acordo. A morte do jovem gerou forte comoção entre familiares e vizinhos, que cobraram mais cuidado das autoridades em ações realizadas em áreas densamente povoadas.
O MPRJ reforçou que continuará acompanhando o inquérito policial até a conclusão das investigações, garantindo transparência e responsabilização pelos fatos.














