PF cumpre ação em Duque de Caxias após importunação sexual contra deputada Silvye Alves

deputada Silvye Alves

A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (9) uma operação em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, após denúncia de importunação sexual feita pela deputada federal Silvye Alves (União Brasil-GO). A ação faz parte da Operação Assédio, que investiga crimes de perseguição e violência política de gênero contra parlamentares.

O alvo foi um homem acusado de enviar imagens íntimas à parlamentar por meio de seu e-mail institucional na Câmara dos Deputados. Além do mandado de busca e apreensão, a Justiça determinou medidas cautelares, como a proibição de acessar a internet, manter contato com as vítimas ou deixar a região metropolitana do Rio sem autorização.

Em nota, a equipe da deputada confirmou a ligação do suspeito ao crime. A assessoria da deputada federal Silvye Alves não foi avisada sobre a operação da Polícia Federal, mas confirma que o alvo é o autor do crime de importunação sexual que mandou fotos íntimas para o e-mail da deputada, informou a assessoria, citando dados da Polícia Legislativa Federal, que identificou o acusado antes do inquérito ser encaminhado à PF.

Silvye Alves já havia denunciado publicamente o caso em agosto, destacando que servidoras de seu gabinete chegaram a abrir os conteúdos recebidos. Tenho sido vítima de assédio sexual no meu próprio local de trabalho, um espaço onde atuo todos os dias ao lado de outras mulheres, declarou a deputada nas redes sociais.

Eleita em 2022, Silvye foi a deputada mais votada de Goiás, com 254.653 votos. Antes da política, atuava como apresentadora do Cidade Alerta em sua versão local. Ao longo da carreira, já enfrentou outros episódios de violência, incluindo agressão de um ex-namorado e invasões ao seu gabinete.

Segundo a PF, os crimes configuram perseguição sistemática e violência política de gênero, prática que busca intimidar e silenciar mulheres em cargos de poder. A operação integra um esforço nacional para responsabilizar autores de ataques digitais e assédio contra lideranças femininas, fortalecendo a representatividade e a proteção à integridade do processo democrático.

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