O Parque Shanghai torna-se patrimônio cultural no estado do Rio de Janeiro após a sanção de uma lei que reconhece oficialmente sua relevância histórica, turística e cultural. Localizado no bairro da Penha, na Zona Norte, o espaço passa a integrar o conjunto de bens imateriais protegidos pelo estado.
A medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador em exercício, reforçando o valor simbólico do parque para diferentes gerações de cariocas. Com mais de um século de existência, o local mantém viva uma tradição que atravessa décadas.
Fundado em 1919 como um parque itinerante em São Paulo, o Parque Shanghai é considerado o mais antigo em funcionamento no Brasil. Desde o início, já chamava atenção por suas atrações diferenciadas, incluindo práticas que influenciaram diretamente sua identidade cultural.
Ao longo de sua trajetória, o parque passou por diferentes regiões até se estabelecer definitivamente no Rio de Janeiro. Em 1934, chegou à cidade e ocupou a área do antigo Aterro do Calabouço, onde hoje funciona o Aeroporto Santos Dumont. Com mudanças urbanas, foi transferido para a Quinta da Boa Vista, onde permaneceu por mais de duas décadas.
A instalação definitiva na Penha ocorreu em 1966, aos pés da tradicional Igreja da Penha, um dos pontos mais conhecidos da cidade. Desde então, o espaço se consolidou como um importante centro de lazer popular.
Atualmente, o parque ocupa uma área superior a 17 mil metros quadrados e recebe milhares de visitantes semanalmente, especialmente famílias. Com dezenas de atrações e espaços para eventos, mantém sua relevância como opção de entretenimento acessível.
Além do impacto cultural, o Parque Shanghai também ganhou destaque no audiovisual, sendo utilizado como cenário para produções diversas, como novelas, séries, clipes musicais e ensaios fotográficos.
A nova legislação estabelece que o poder público deverá incentivar ações de valorização e divulgação do parque, fortalecendo sua preservação como patrimônio cultural imaterial do estado.
Com esse reconhecimento, o espaço amplia ainda mais sua importância como símbolo afetivo e histórico para a população, reforçando sua presença na memória coletiva do Rio de Janeiro.
A valorização do parque também abre caminho para novas iniciativas que mantenham viva essa tradição centenária nos próximos anos.














