Operação Sem Refino apreende mais de R$ 1 milhão com suspeito no Rio

mais de R$ 1 milhão com suspeito no Rio

A Operação Sem Refino apreendeu, nesta sexta-feira (15), mais de R$ 1 milhão em moedas estrangeiras no apartamento de Álvaro Barcha Cardoso, na Lagoa, Zona Sul do Rio. A ação foi realizada pela Polícia Federal e também resultou na apreensão de dois carros de luxo no imóvel.

Segundo a PF, Barcha é investigado por supostamente atuar como operador e intermediário no pagamento de propinas em um esquema envolvendo fraudes fiscais, ocultação de patrimônio e irregularidades relacionadas à operação de uma refinaria ligada ao Grupo Refit.

Além do dinheiro encontrado na residência do suspeito, policiais federais também apreenderam armas em endereços de outros alvos da operação. O material recolhido será analisado pelos investigadores para aprofundar a apuração sobre a estrutura do suposto esquema.

De acordo com a investigação, mensagens encontradas no celular de Álvaro indicam possíveis tentativas de interferência em processos administrativos. Em uma das conversas citadas pela Polícia Federal, ele teria pedido a manutenção da cassação do registro de uma empresa.

Ainda conforme a PF, em resposta a essa conversa, um auditor teria afirmado que poderia impedir a inscrição estadual e cancelar o recadastramento da companhia. Para os investigadores, esse tipo de diálogo reforça a suspeita de influência indevida sobre decisões administrativas.

A Polícia Federal também afirma que arquivos encontrados no celular de Álvaro mostram registros de grandes quantias em dinheiro e contato frequente com auditores fiscais, subsecretários e com o então secretário Juliano Pasqual.

Segundo os investigadores, essa rede de relacionamento teria sido usada para acompanhar processos, antecipar decisões e influenciar a lotação de servidores em áreas consideradas estratégicas dentro da secretaria.

Na decisão que autorizou a operação, o ministro Alexandre de Moraes afirmou haver indícios de que Álvaro atuava como elo entre interesses privados e agentes públicos. A suspeita é de possível obtenção de vantagens indevidas e interferência no funcionamento da administração pública.

A Operação Sem Refino segue em andamento para esclarecer a participação dos investigados, a origem dos valores apreendidos e a extensão das irregularidades apontadas pela Polícia Federal.

O caso aumenta a pressão sobre os envolvidos e coloca sob análise uma possível rede de influência ligada a processos administrativos, movimentação financeira e interesses empresariais no setor de refinaria.

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