A operação no Morro da Covanca mobilizou o Batalhão de Operações Especiais (Bope) na manhã desta sexta-feira (29), na comunidade da Caixa D’Água, no Tanque, Zona Sudoeste do Rio. A ação tem como objetivo localizar criminosos apontados como responsáveis pelo ataque a uma equipe da Polícia Militar.
O confronto ocorreu durante um patrulhamento de agentes do 18º BPM (Jacarepaguá) na Rua Virgínia Vidal. De acordo com as primeiras informações, os policiais foram surpreendidos por criminosos armados enquanto atuavam na região.
Durante o ataque, o subtenente André Luiz Cardoso Eccard, integrante do Grupamento de Ações Táticas do 18º BPM, morreu. A Polícia Militar lamentou a morte do agente, que tinha 49 anos e estava na corporação desde o ano 2000.
Outros três policiais também ficaram feridos na ação. Segundo informações iniciais, três agentes foram atingidos na região da cabeça, enquanto outro sofreu ferimentos provocados por estilhaços nas costas.
Os policiais baleados foram levados para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. O subtenente André Luiz Cardoso Eccard já chegou morto à unidade de saúde. Um dos agentes permanece entubado e em estado grave, enquanto os outros dois receberam alta médica.
Após o ataque, o Bope foi acionado para reforçar as buscas na comunidade e tentar localizar os criminosos envolvidos. A operação ocorre em uma área onde a Polícia Militar já vinha realizando ações contra barricadas e contra a atuação do tráfico de drogas.
Na quarta-feira (27), dois dias antes do ataque, agentes do 18º BPM encontraram bonecos com armas de madeira durante uma operação na comunidade da Caixa D’Água. Segundo a corporação, os objetos estavam posicionados de forma semelhante a criminosos armados.
A Polícia Militar informou que esse tipo de estrutura é usado como uma tática para confundir os agentes e provocar reações durante incursões em áreas dominadas pelo tráfico. Os chamados “espantalhos” do tráfico foram encontrados durante uma ação de retirada de barricadas.
Ainda não há informações sobre o horário e o local do sepultamento do subtenente André Luiz Cardoso Eccard. As buscas pelos suspeitos continuam, e a região segue sob atenção das forças de segurança.
A morte do policial reacende o alerta sobre os riscos enfrentados por equipes em operações em comunidades do Rio e coloca novamente a Zona Sudoeste no centro das ações de combate ao crime organizado.














