Uma força-tarefa realizada na quarta-feira (26) resultou em uma ampla inspeção no setor elétrico do estado, quando uma operação apreende cabos elétricos irregulares vendidos em diversas lojas. A ação, coordenada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e pelo Procon Estadual, contou com parceria do Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos (Sindicel) e levou à retirada de mais de 100 mil metros de fios fora dos padrões exigidos pelas normas técnicas.
A fiscalização faz parte de uma nova fase da Operação Fio a Fio, que atua em duas frentes principais: combater a produção, distribuição e comercialização de cabos que não atendem às especificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT); e enfrentar a desordem urbana provocada pelo excesso de cabos e equipamentos irregulares instalados em postes públicos.
De acordo com os órgãos envolvidos, a presença desses materiais fora de conformidade representa risco direto ao consumidor. Cabos adulterados podem gerar aumento no consumo de energia, causar superaquecimento, provocar curto-circuitos e até incêndios em residências e estabelecimentos.
Irregularidades começam nas fábricas
As equipes explicaram que muitos dos problemas identificados têm origem ainda nas etapas de fabricação. Entre as fraudes mais frequentes está o chamado cabo “desbitolado”, que possui menos cobre do que o indicado pelas normas, mascarado por uma camada maior de PVC. A prática compromete a condução elétrica, aumenta a temperatura dos fios e cria condições para acidentes.
Outro artifício irregular é a utilização de alumínio revestido em substituição ao cobre. Embora permitido em situações específicas, seu uso inadequado reduz a eficiência das instalações, afeta conexões e eleva o risco de falhas elétricas.
Riscos também estão nos postes
A Operação Fio a Fio também fiscaliza a desorganização provocada por fios abandonados ou instalados de forma irregular em postes de energia. Muitos permanecem partidos, soltos ou emaranhados, o que representa perigo para pedestres, motoristas e para o funcionamento de serviços essenciais, como telefonia, internet e energia elétrica.
As equipes da Sedcon e do Procon reforçam que os consumidores devem sempre verificar a presença do selo de conformidade do Inmetro ao comprar produtos elétricos, garantindo que os itens atendem aos requisitos mínimos de segurança e qualidade.














