Ônibus do Rio voltam a circular em alta escala após greve, e pontos registram poucas filas nesta quinta-feira (02)

Rio de Janeiro: Ônibus circulam normalmente após suspensão da greve, com alta oferta de veículos e tranquilidade nos pontos.

Um dia após a suspensão da greve dos rodoviários, a cidade do Rio de Janeiro amanheceu nesta quinta-feira (02) com uma **alta oferta de ônibus** em circulação. Os pontos, que nos dias anteriores registraram longas filas e apreensão, apresentaram um cenário de **poucos passageiros aguardando** pelos coletivos.

A Prefeitura do Rio informou, às 6h30 desta quinta-feira, que a operação dos transportes públicos estava praticamente normalizada. Segundo o órgão, 100% da frota do BRT, com 632 articulados, e 98% da frota dos ônibus comuns, totalizando 3.401 veículos, estavam em operação. Esse número representa uma circulação próxima da média diária esperada para o horário.

A paralisação, que durou três dias, foi suspensa após uma assembleia realizada na quarta-feira (01). A decisão de retomar as atividades pesou após determinações do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e de audiências de conciliação com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT). Conforme informação divulgada pela Prefeitura do Rio, a categoria permanece em estado de greve.

Decisão do TST e negociações selam fim da paralisação

A suspensão da greve foi influenciada pela decisão do TST, que estabeleceu a obrigatoriedade de circulação de 80% da frota de ônibus durante a paralisação, elevando o percentual anteriormente fixado pelo TRT, que era de 50%. O município do Rio conta com cerca de 3.800 coletivos, e 80% desse contingente representa aproximadamente 2.900 veículos.

Na quarta-feira, 1.650 ônibus estavam rodando, segundo as viações, o que representa cerca de 45% da frota total. Este número é significativamente menor do que o determinado pela Justiça, mas a decisão de suspender a greve veio após a audiência de conciliação. Nela, o TRT e o MPT solicitaram que o sindicato aguardasse a próxima rodada de negociações, marcada para segunda-feira (06).

Compromissos das empresas e resistência inicial da categoria

Em contrapartida à suspensão da greve, as empresas de ônibus se comprometeram a não descontar os dias parados dos trabalhadores e a manter o vale-refeição. Além disso, foi acordado que será discutido um reajuste salarial acima dos 4% oferecidos até o momento. Esses pontos foram cruciais para a negociação.

Durante a assembleia, houve resistência inicial por parte de alguns rodoviários à proposta de suspender a paralisação. Após mais de uma hora de debates, a maioria votou pelo fim da greve, permitindo a retomada normal das atividades nesta quinta-feira (02). Contudo, o sindicato ressaltou que a categoria se mantém em “estado de greve”, o que possibilita uma nova interrupção das atividades caso não haja avanços nas negociações.

Expectativa para os próximos dias e o futuro das negociações

A expectativa agora é que as negociações agendadas para a próxima semana resultem em um acordo satisfatório para os rodoviários. A manutenção do estado de greve demonstra que a categoria está atenta e disposta a novas paralisações caso seus pleitos não sejam atendidos. O cenário desta quinta-feira, com ônibus circulando e poucas filas, oferece um alívio temporário para os passageiros.

A volta da frota quase completa é um indicativo positivo para a mobilidade urbana na cidade. Os números divulgados pela prefeitura mostram que a operação está se normalizando, com a maioria dos veículos já nas ruas. A situação nos pontos de ônibus reflete essa melhora, com menos tempo de espera e mais tranquilidade para quem depende do transporte público para se locomover.

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