Novo recorde do Pix registra 297,4 milhões de transações em um único dia

Pix Automático

O recorde do Pix foi quebrado na última sexta-feira (28), quando o sistema bancário brasileiro registrou 297,4 milhões de transações no mesmo dia. Segundo o Banco Central (BC), o volume financeiro movimentado chegou a R$ 166,2 bilhões, superando a maior marca até então, alcançada em 5 de setembro, com cerca de 290 milhões de operações. Os números reforçam o avanço contínuo da ferramenta de pagamento instantâneo, que se mantém como o principal meio de transferência do país desde seu lançamento, em 2020.

De acordo com estimativas oficiais, mais de 170 milhões de brasileiros já utilizaram o Pix em algum momento, somando aproximadamente 890 milhões de chaves registradas. Ao longo de cinco anos de operação, o sistema movimentou mais de R$ 85 trilhões, confirmando a consolidação do método como uma das maiores revoluções digitais do setor financeiro nacional.

O desempenho histórico ocorre em meio a mudanças nas regras de segurança da plataforma. Atualizações recentes ampliaram o alcance das devoluções de valores para vítimas de fraudes, golpes e extorsões. As medidas visam proteger o usuário frente ao aumento de transações e ao maior uso de serviços bancários via internet e dispositivos móveis.

Entre as principais ferramentas está o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central para rastrear o caminho de recursos enviados via Pix quando há suspeita de crime. Ao acionar o botão de contestação no aplicativo da instituição financeira, o banco analisa a transação e, havendo indícios de fraude, solicita o bloqueio do valor recebido. A versão atual do MED permite acompanhar movimentações posteriores, dificultando o repasse rápido do dinheiro entre contas para tentar ocultar o destino final.

A partir da contestação, o processo é conduzido entre as instituições envolvidas. Se houver confirmação de golpe, o cliente pode recuperar integralmente a quantia bloqueada ou parte dela, caso somente frações estejam disponíveis. O procedimento pode ocorrer em até 96 horas, mas, quando necessário, a investigação pode se estender por até 90 dias para novas retenções, sempre que houver saldo suficiente na conta suspeita. O pedido deve ser feito em até 80 dias após a transação.

Para o Banco Central, o novo recorde do Pix reflete a combinação entre capilaridade, acesso digital e políticas de segurança aperfeiçoadas. Com operações cada vez mais rápidas, gratuitas e rastreáveis, o sistema se mantém como protagonista na rotina financeira do brasileiro — seja em pagamentos cotidianos, transferências pessoais ou operações comerciais.

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