O candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), prometeu aumentar o subsídio pago pelo governo para baixar a passagem do metrô para R$ 5 durante caminhada na Zona Norte nesta quarta-feira (16).
A proposta visa beneficiar toda a população que utiliza o transporte metroviário no Rio de Janeiro, reduzindo o valor que hoje está fixado em R$ 7,90 na tarifa normal. O candidato também prometeu fiscalizar de perto os serviços de água e esgoto prestados por concessionárias privadas no estado.
Douglas Ruas defende metrô a R$ 5 e endurece tom contra concessionárias
Durante a agenda de campanha em bairros da Zona Norte fluminense, o candidato afirmou que a redução no preço do bilhete do MetrôRio será garantida através do aumento do aporte financeiro por parte do Governo do Estado. O objetivo é aliviar o bolso do trabalhador que depende do sistema diariamente para se deslocar entre as zonas Norte, Sul, Centro e a Barra da Tijuca.
Além da mobilidade urbana, Ruas mirou na prestação de serviços essenciais, como o fornecimento de água e o saneamento básico. Ele criticou as falhas constantes relativas ao abastecimento em diversos bairros da capital e de municípios da Baixada Fluminense, afirmando que pretende acompanhar os contratos diretamente do gabinete do governador.
O candidato ressaltou que, se a qualidade do atendimento não melhorar, a administração estadual poderá tomar medidas extremas contra as empresas privadas. As agências reguladoras estaduais também serão cobradas para atuar com maior rigor na fiscalização dos compromissos firmados em contrato.
O que muda para quem usa o metrô no Rio de Janeiro?
Atualmente, o bilhete unitário do metrô custa R$ 7,90 para a grande maioria dos passageiros que não possuem direito a benefícios tarifários. A tarifa cheia homologada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) para 2026 foi estipulada em R$ 8,20, mas o valor cobrado nas catracas foi mantido em R$ 7,90 por decisão do governo.
Se a proposta de Douglas Ruas for implementada, o valor cobrado diretamente ao passageiro passará a ser de R$ 5. A diferença entre o custo real da viagem fixado pelo contrato de concessão e o valor pago na catraca será totalmente coberta por recursos dos cofres públicos estaduais.
A medida representa uma economia diária direta para quem não se enquadra nas regras atuais de renda para tarifa reduzida. Quem utiliza o transporte ida e volta durante cinco dias por semana pode economizar cerca de R$ 116 por mês no orçamento familiar.
Como funciona a Tarifa Social do metrô atualmente?
Hoje em dia, a tarifa de R$ 5 no metrô já é uma realidade no Rio de Janeiro, mas apenas para um grupo específico de passageiros cadastrados na Tarifa Social do Bilhete Único Intermunicipal (BUI). O benefício não é automático para qualquer usuário do sistema.
Para ter direito ao valor reduzido atualmente, o trabalhador precisa atender a critérios de renda e manter o cadastro atualizado junto ao sistema do Riocard Mais. Veja as regras vigentes:
- Renda máxima: O usuário precisa comprovar rendimento bruto mensal de até R$ 3.205,20.
- Idade: Ter idade entre 5 e 64 anos.
- Cartão cadastrado: Possuir um cartão Riocard Mais vinculado ao seu CPF.
- Cadastro ativo: Ter o benefício da Tarifa Social habilitado no portal oficial da Riocard.
Os passageiros que não preenchem esses requisitos continuam pagando o valor integral de R$ 7,90 por cada viagem. A proposta do candidato prevê a universalização desse teto de R$ 5 para os usuários regulares do sistema metroviário fluminense.
Quais medidas serão tomadas sobre a água e outros serviços?
A reclamação sobre a falta de água frequente e a demora no atendimento de vazamentos por parte das concessionárias na Região Metropolitana foi outro ponto abordado na agenda pública. O candidato defendeu que a fiscalização deixe de ser feita exclusivamente de forma distante pelas agências de regulação.
A proposta apresentada é trazer o monitoramento das metas contratuais para o acompanhamento direto do Poder Executivo. Caso as metas de abastecimento e saneamento não sejam cumpridas, o candidato citou a possibilidade de rescisão de contrato com as empresas terceirizadas.
Serviços como o transporte aquaviário prestado pelas barcas e a distribuição de energia elétrica também foram citados em compromissos anteriores como áreas prioritárias para rigor na cobrança de investimentos e melhorias na prestação do serviço público.
O que ainda não foi detalhado sobre a proposta?
Durante a caminhada pela Zona Norte, a equipe de campanha do candidato não apresentou o cálculo do impacto orçamentário que a ampliação do subsídio trará para as contas do Estado do Rio de Janeiro. Também não foram detalhadas quais fontes de receita estadual serão utilizadas para custear o aumento do repasse financeiro à concessionária MetrôRio.
Até o momento, a concessionária responsável pelo metrô e a Agetransp não se pronunciaram sobre a declaração do candidato. O espaço segue aberto para os posicionamentos oficiais das partes citadas sobre as metas de tarifa e fiscalização.















