Gkay explica tremor nas mãos após fãs se preocuparem com vídeo

A influenciadora digital Gessica Kayane, conhecida como Gkay, usou as redes sociais nesta quarta-feira para tranquilizar os fãs após publicar um vídeo em que aparecia com as mãos trêmulas enquanto cortava mechas do próprio cabelo. Ela explicou que o tremor é efeito colateral de um medicamento prescrito para seu tratamento contra a depressão.

Entenda o alerta de Gkay sobre os efeitos de remédios contra depressão

A publicação do vídeo gerou imediata preocupação entre os seguidores da criadora de conteúdo. Ao notar a grande quantidade de mensagens e questionamentos sobre o seu estado de saúde, Gkay decidiu gravar novos relatos para esclarecer o motivo do tremor visível nas suas mãos. Segundo a influenciadora, a alteração motora temporária faz parte de uma adaptação do organismo ao remédio receitado pelo médico especialista que a acompanha.

O episódio abriu espaço para discussões importantes sobre o tratamento de transtornos mentais e a importância do acompanhamento médico continuo. Medicamentos psiquiátricos, como antidepressivos e estabilizadores de humor, podem causar reações adversas nos primeiros dias ou durante o ajuste de doses. Especialistas reforçam que reações como tremores, sonolência, boca seca ou enjoos devem ser relatadas ao profissional de saúde encarregado, sem que o paciente interrompa o uso por conta própria.

Por que medicamentos para depressão causam tremores?

Os remédios utilizados no combate à depressão atuam diretamente nos neurotransmissores do cérebro, como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. Quando o organismo começa a receber esses compostos, o sistema nervoso central passa por um período de adaptação. Esse processo pode provocar pequenos tremores nas extremidades do corpo, especialmente nas mãos e nos dedos, algo considerado comum em diversas fases do tratamento psiquiátrico.

Médicos destacam que cada paciente responde de forma individualizada à medicação. Em caso de desconforto acentuado ou persistência dos sintomas por muitas semanas, o psiquiatra avalia se é necessário alterar a dosagem ou trocar a substância. O fundamental é jamais suspender a medicação subitamente, pois a interrupção sem orientação médica pode provocar o chamado efeito rebote, agravando o quadro depressivo ou gerando crises severas de ansiedade.

Como buscar atendimento para depressão e saúde mental pelo SUS no Rio

Para quem vive no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense e precisa de suporte psiquiátrico ou psicológico, a rede pública oferece atendimento gratuito através do Sistema Único de Saúde. A porta de entrada para o tratamento de saúde mental é a Unidade Básica de Saúde ou a Clínica da Família do seu bairro. Nesses locais, o paciente passa por uma consulta com o clínico geral, que encaminha o caso para especialistas conforme a gravidade.

Casos graves, moderados ou recorrentes de transtornos mentais são atendidos nos Centros de Atenção Psicossocial, conhecidos como CAPS. O Estado do Rio de Janeiro conta com unidades distribuídas por todas as regiões, divididas em atendimento adulto, infantil e para dependência química. Não é preciso ter encaminhamento prévio para buscar ajuda direta em um CAPS; basta comparecer à unidade mais próxima com documento de identidade e comprovante de residência.

Apoio emocional gratuito e imediato pelo telefone 188

Em momentos de crise emocional, angústia ou pensamentos de autoflagelação, a população de todo o Brasil pode contar com o serviço gratuito do Centro de Valorização da Vida. O atendimento pelo telefone 188 funciona 24 horas por dia, durante todos os dias da semana, inclusive aos sábados, domingos e feriados. A ligação é totalmente gratuita e confidencial.

Além do atendimento telefônico, o Centro de Valorização da Vida disponibiliza canal de conversa online por meio do site oficial da instituição. Voluntários treinados oferecem escuta qualificada e sem julgamentos para qualquer pessoa que esteja passando por um momento difícil e precise conversar abertamente sobre seus sentimentos e dores emocionais.

O que fazer em caso de reações adversas a medicamentos

Quem faz uso de medicamentos controlados para depressão ou ansiedade e percebe efeitos colaterais como tremores excessivos, tontura ou palpitações deve seguir passos básicos para garantir a própria segurança. Em primeiro lugar, é preciso entrar em contato com o médico responsável ou procurar a unidade de saúde onde é feito o acompanhamento regular.

Durante as primeiras semanas de uso de um novo fármaco, anote os dias e horários em que os sintomas aparecem. Leve essas anotações para a consulta médica. Caso as reações venham acompanhadas de falta de ar, inchaço no rosto ou alterações bruscas na pressão arterial, a recomendação é buscar atendimento de emergência imediatamente em uma Unidade de Pronto Atendimento perto de sua casa.

Limpatech