Novo processo de Nego Di torna humorista réu novamente por estelionato no RS

Nego Di

O novo processo de Nego Di tornou o humorista réu novamente por estelionato no Rio Grande do Sul após a Justiça aceitar, em outubro, denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. A ação envolve 64 vítimas que afirmam não ter recebido produtos comprados na loja virtual “Tá di zueira”, da qual ele era um dos proprietários.

Além de Nego Di, nome artístico de Dilson Alves da Silva Neto, o sócio Anderson Boneti também virou réu no processo. Ele já está preso por outro caso relacionado à mesma loja. A denúncia foi formalizada pela 29ª Promotoria de Justiça Criminal de Porto Alegre e aceita pela Justiça no dia 20 de outubro.

Segundo o Ministério Público, os dois teriam atuado em conjunto para obter vantagem ilícita por meio de fraudes em vendas pela internet. A acusação aponta que os valores pagos pelos consumidores eram recebidos normalmente, mas não havia qualquer intenção real de entrega dos produtos.

De acordo com a promotoria, os sócios anunciavam mercadorias com preços promocionais, principalmente eletrodomésticos, recebiam os pagamentos por depósitos bancários e, em seguida, deixavam de entregar os itens. A prática teria ocorrido ao menos 64 vezes, sempre utilizando a imagem pública de Nego Di para dar credibilidade ao negócio.

Nos autos, constam relatos de clientes que pagaram valores como R$ 599,90, R$ 799,90 e R$ 999 por aparelhos de ar-condicionado, além de televisores que ultrapassavam R$ 2,4 mil. Em nenhum dos casos os produtos foram entregues.

O prejuízo oficialmente registrado na denúncia é de R$ 338.714. No entanto, a quebra de sigilo bancário da empresa revelou movimentações financeiras que ultrapassam R$ 5 milhões, o que levantou suspeitas de que o volume real de vítimas pode ser ainda maior.

O novo processo tramita na 13ª Vara Criminal de Porto Alegre. Com o recebimento da denúncia, os acusados passam a responder formalmente por estelionato majorado. Nego Di já havia sido condenado em primeira instância em outro processo envolvendo a mesma empresa.

Atualmente, o humorista responde em liberdade a outras ações semelhantes no estado e reside em Santa Catarina. Sua defesa, representada pela advogada Camila Kersh, afirmou que o novo processo se origina do mesmo inquérito anterior, tendo sido distribuído em Porto Alegre por conta da competência territorial, já que as vítimas residem na capital gaúcha.

O caso segue agora para a fase de instrução, com coleta de provas, oitivas de vítimas e depoimentos dos réus, podendo resultar em nova condenação criminal.

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