Novo golpe no WhatsApp usa malware Sorvepotel para roubar dados e infectar empresas

golpe no WhatsApp

Um novo golpe no WhatsApp tem chamado a atenção de especialistas em cibersegurança no Brasil. O malware, batizado de Sorvepotel, vem sendo disseminado por meio de links falsos e arquivos ZIP enviados em conversas do aplicativo, muitas vezes por contatos conhecidos. O objetivo é infectar dispositivos, roubar dados sensíveis e, em casos mais graves, atingir sistemas de empresas e serviços públicos.

De acordo com informações divulgadas pela CNN, o golpe começa quando o usuário clica em um arquivo ou link malicioso recebido via WhatsApp, acreditando se tratar de um recibo, comprovante ou orçamento. O arquivo contém um atalho do Windows que executa comandos automáticos — como scripts em PowerShell — capazes de instalar o malware no dispositivo.

Uma vez ativo, o Sorvepotel aproveita sessões do WhatsApp Web já abertas para se propagar. Ele encaminha automaticamente o mesmo arquivo infectado a todos os contatos e grupos do usuário, criando um efeito em cadeia que amplia rapidamente o número de vítimas.

Em nota à CNN, a assessoria de imprensa do WhatsApp afirmou que tem implementado medidas para reduzir a ocorrência de golpes, mas reforçou que a segurança também depende do comportamento individual. “Estamos sempre trabalhando para tornar o WhatsApp o lugar mais seguro para a comunicação privada, e é por isso que criamos camadas de proteção que oferecem mais contexto sobre com quem você está conversando ao receber uma mensagem de alguém que você não conhece — além de proteger suas conversas pessoais com a criptografia de ponta a ponta”, informou a empresa.

A situação preocupa especialistas, que alertam para os riscos não apenas aos usuários comuns, mas também a empresas e órgãos públicos. Em ambientes corporativos, o malware pode comprometer dados sigilosos, provocar vazamentos e até paralisar sistemas interligados, o que amplia o impacto do ataque.

Medidas de prevenção

Para evitar ser vítima do Sorvepotel, os especialistas recomendam:

  • Evitar abrir anexos ou clicar em links suspeitos, mesmo se enviados por contatos conhecidos;

  • Desconfiar de mensagens com pedidos de ação imediata ou solicitações para encaminhar conteúdos;

  • Conferir o remetente e o conteúdo antes de baixar qualquer arquivo;

  • Manter o sistema operacional, antivírus e demais softwares sempre atualizados;

  • Desconectar o WhatsApp Web quando não estiver em uso.

O que fazer em caso de infecção

Caso o usuário suspeite ter sido atingido pelo golpe, as orientações são:

  • Desconectar imediatamente o dispositivo da internet para impedir novas transmissões;

  • Realizar uma varredura completa com antivírus confiável;

  • Alterar senhas de acesso de todas as contas que possam ter sido comprometidas;

  • Avisar contatos para que não abram mensagens enviadas automaticamente;

  • Registrar um boletim de ocorrência digital, formalizando o ataque.

As autoridades reforçam que esses procedimentos ajudam a conter a propagação do malware e a reduzir os danos. A recomendação é manter atenção redobrada ao uso do WhatsApp, especialmente diante do aumento de fraudes e golpes digitais no país.

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