Cantora Nick Sol morre aos 38 anos após complicação pulmonar

A cantora de funk e dançarina Nick Sol morreu aos 38 anos após complicações graves de saúde decorrentes de uma hipertensão pulmonar. A confirmação do falecimento foi divulgada pela família da artista através das redes sociais nesta semana.

A artista enfrentava problemas de saúde que se agravaram logo após a maratona de apresentações no Carnaval deste ano. Ela estava internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tentar reverter o quadro clínico, mas não resistiu.

Trajetória marcada pelo funk e complicações de saúde

Nick Sol travava uma batalha contra a hepatite autoimune desde a infância. Essa condição rara faz com que o próprio sistema de defesa do organismo ataque as células do fígado, provocando inflamações contínuas e danos ao órgão.

Por conta do avanço da doença, a cantora precisou passar por um transplante de fígado. Mesmo após o procedimento cirúrgico complexo, surgiram complicações ligadas à hipertensão pulmonar, que é o aumento da pressão nas artérias dos pulmões, sobrecarregando o coração.

Quem foi Nick Sol na música e nos palcos?

Nick Sol começou sua caminhada no meio artístico ainda na adolescência, trabalhando como dançarina. Com o passar dos anos, expandiu sua atuação para a música, passando a cantar, compor e liderar a própria banda.

O estilo musical da artista se destacava pela mistura do funk, trap e hip-hop com ritmos nordestinos e populares, como o forró, o piseiro e o axé. Essa identidade vibrante fez com que ela conquistasse espaço em grandes eventos populares.

A cantora era figura carimbada nos festejos de Carnaval, com apresentações marcantes no Mercado dos Pinhões e na Praça da Gentilândia, localizada no bairro Benfica. Além dos palcos carnavalescos, Nick marcou presença em projetos como a Expo Favela, a Taça das Favelas e a Parada da Diversidade.

Em 2023, o talento da artista ganhou reconhecimento nacional. Nick Sol participou de um clipe promocional para a Copa do Mundo gravado com as cantoras Luíza Nobel e Carú para a TV Verdes Mares, trabalho que foi premiado com o Prêmio Globo.

O que é a hepatite autoimune e quais os sinais de alerta?

A hepatite autoimune é uma doença crônica não transmissível em que o sistema imunológico confunde as células do fígado com agentes nocivos e passa a destruí-las. Sem o tratamento adequado, a doença pode evoluir para cirrose ou insuficiência hepática.

Os sintomas mais comuns incluem cansaço excessivo, amarelamento da pele e dos olhos (icterícia), dores abdominais, enjoo e inchaço nas pernas. O diagnóstico precoce é fundamental para controlar a inflamação com medicamentos imunossupressores disponibilizados na rede pública.

Quem apresenta sintomas recorrentes deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou o Posto de Saúde mais próximo da sua residência. O médico clínico geral fará os exames de sangue iniciais e encaminhará o paciente para um hepatologista pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Como funciona o transplante de órgãos e a doação pelo SUS?

Quando uma doença hepática chega a um estágio avançado em que os remédios não fazem mais efeito, a única opção terapêutica costuma ser o transplante de fígado. No Brasil, todo o processo de doação e transplante é gerenciado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), ligado ao Ministério da Saúde.

A fila de espera por um órgão é única e organizada por critérios de gravidade do paciente, e não por ordem de chegada. No caso do doador falecido, a doação só acontece com a autorização expressa da família após a confirmação de morte encefálica.

Para se tornar um doador de órgãos no Brasil, não é necessário deixar nada por escrito em cartório. O passo mais importante é conversar abertamente com os familiares e deixar claro o desejo de salvar vidas, pois a decisão final cabe aos parentes diretos.

Onde buscar atendimento e tirar dúvidas sobre saúde?

Para pessoas que necessitam de orientação sobre consultas, exames, medicação de alto custo ou funcionamento das filas de transplante, o canal oficial do Ministério da Saúde é o Disque Saúde 136. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer telefone fixo ou celular.

Caso o paciente necessite de acompanhamento para doenças crônicas ou autoimunes, a porta de entrada é sempre o posto de saúde do seu bairro. Em situações de urgência e emergência, com falta de ar intensa ou dores fortes, o recomendado é procurar imediatamente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) ou chamar o SAMU pelo telefone 192.

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