59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro celebra a força do cinema nacional com “Se Eu Fosse Vivo… Vivia” como grande vencedor
O 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, encerrado no último sábado (19/9), coroou “Se Eu Fosse Vivo… Vivia”, de André Novais Oliveira, como o Melhor Longa-Metragem pelo Juri Oficial. O filme, que marca a estreia da renomada escritora Conceição Evaristo como atriz, também levou para casa os prêmios de Melhor Roteiro e Melhor Figurino, consolidando seu destaque na mostra competitiva.
A obra mineira representa a quarta participação de André Novais Oliveira no Festival de Brasília e o segundo prêmio de Melhor Filme para o diretor, que já havia sido agraciado em 2018 com “Temporada”. A conquista reforça o talento do cineasta e sua capacidade de emocionar o público com narrativas envolventes e personagens cativantes.
O festival deste ano apresentou um recorde histórico de inscrições, com 1.928 curtas e longas-metragens submetidos, o que, segundo o diretor artístico Eduardo Valente, representa um desafio e uma oportunidade de “descobrir o que o cinema brasileiro está trazendo de novo”. A diretora do evento, Sara Rocha, ressaltou a importância da mobilização do público e da comunidade cinematográfica para a realização do festival, que já se prepara para a 60ª edição com planos de expansão e ampliação do diálogo para garantir o futuro do evento.
Destaques da Mostra Competitiva Nacional
Na Mostra Competitiva Nacional, “Pequenas Tragédias”, de Daniel Nolasco, foi um dos grandes nomes da noite, acumulando cinco prêmios, incluindo o prestigioso Prêmio Abraccine, concedido pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema. O curta-metragem “Cana”, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro, também brilhou, conquistando o Troféu Candango de Melhor Curta-Metragem pelo Júri Oficial, além de outros quatro troféus, incluindo Melhor Trilha Sonora e Melhor Ator para Gerin Black.
Mostra Brasília revela talentos locais
Na Mostra Brasília – 29º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal, “Onde Moram os Irmãos”, de Marisa Mendonça, foi aclamado como Melhor Longa-Metragem tanto pelo Júri Oficial quanto pelo Júri Popular. Entre os curtas, “Dora”, de Murilo Abreu, levou o Troféu Câmara Legislativa de Melhor Curta-Metragem pelo Júri Oficial, e Micheli Santini foi premiada como Melhor Atriz pelo mesmo filme. O Júri Popular elegeu “Hacker Leonilia” como o Melhor Curta-Metragem da mostra.
Premiações Especiais e Reconhecimentos
A cerimônia de encerramento também celebrou outras categorias importantes. “Tudo é Tempo”, de Marcos Guttmann, recebeu o Prêmio Especial do Júri e o Troféu Saruê. “Se Eu Fosse Vivo… Vivia” ainda rendeu uma Menção Honrosa para Conceição Evaristo e Norberto Novais Oliveira. O Prêmio Fipresci – Melhor Filme pela Crítica Internacional foi para “Os Fantasmas Gentis”, de Caetano Gotardo, enquanto o Prêmio Jean-Claude Bernardet (Júri Jovem UnB) reconheceu “Mulheres do Bando”, de Thamires Vieira.
Lista completa de vencedores
O 59º Festival de Brasília distribuiu um total de 27 prêmios em suas diversas mostras. Na Mostra Competitiva Nacional – Troféu Candango, “Se Eu Fosse Vivo… Vivia” foi o grande vencedor na categoria longa-metragem, enquanto “Cana” se destacou entre os curtas. Na Mostra Brasília – 29º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal, “Onde Moram os Irmãos” liderou entre os longas e “Dora” entre os curtas, ambos pelo Júri Oficial. As premiações especiais reconheceram a diversidade de temas e abordagens do cinema brasileiro contemporâneo.













