O novo fechamento do BioParque foi confirmado na noite desta quarta-feira (30), após a morte de mais quatro aves — três marrecos e uma maritaca. A decisão de suspender temporariamente a visitação ao parque, localizado na Quinta da Boa Vista, foi tomada por precaução, conforme protocolos internacionais de biossegurança.
No início do mês, o espaço já havia sido fechado por sete dias devido à morte de 16 galinhas-d’Angola e três pavões, todos contaminados pelo vírus da gripe aviária. A nova suspensão reforça o estado de alerta diante da possibilidade de avanço do surto entre os animais.
Com total transparência, responsabilidade e compromisso com o bem-estar animal, a equipe técnica junto às autoridades competentes segue realizando um monitoramento contínuo, adotando todas as medidas cabíveis para garantir a segurança dos animais, visitantes e colaboradores. O BioParque permanecerá fechado para assegurar o controle completo da situação, reforçando sua capacidade de ação imediata, informou o parque em nota oficial.
A causa das mortes recentes ainda está sob investigação. O parque ressaltou que visitantes com ingressos comprados poderão solicitar o reembolso pelos canais oficiais disponíveis no site.
Surto anterior e medidas adotadas
No sábado (26), o BioParque confirmou que todas as galinhas-d’Angola do recinto da Savana Africana — ao todo, 16 — morreram em decorrência do vírus H5N1, além de três pavões. Após isso, foram adotadas diversas ações para conter a contaminação e proteger outros animais.
Entre as medidas, estão a realocação preventiva de espécies para outros recintos, mudanças estruturais nas barreiras sanitárias para evitar contato entre aves residentes e silvestres, e o reforço no uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) pelas equipes de manejo.
Segundo especialistas, embora casos de transmissão do vírus H5N1 para humanos sejam raros, qualquer membro da equipe que apresentar sintomas respiratórios durante o período de monitoramento será tratado como caso suspeito e orientado a cumprir isolamento domiciliar.
Detecção e confirmação do H5N1
A primeira ocorrência foi registrada no dia 17 de julho, quando o serviço veterinário do estado, vinculado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-RJ), recebeu o alerta sobre mortes súbitas de galinhas-d’Angola no local.
A confirmação do subtipo H5N1 veio cinco dias depois, em 22 de julho, por meio do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade de referência no diagnóstico da gripe aviária na América do Sul.














