O Museu Nacional ganha peça rara de 2 mil anos que passa a integrar seu acervo em processo de reconstrução. Trata-se de uma tapeçaria da civilização Paracas, que viveu na costa sul do Peru entre 800 a.C. e 200 d.C. O item foi doado pela pneumologista Margareth Dalcolmo, viúva do escritor e acadêmico Candido Mendes (1928–2022), a quem originalmente pertencia a obra.
A entrega oficial ocorreu no início de setembro, em encontro realizado entre Margareth Dalcolmo e o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner. A tapeçaria, além de compor o acervo da instituição, será também objeto de estudo acadêmico sob a coordenação da arqueóloga Denise Gomes, ampliando as pesquisas sobre essa antiga civilização andina.
Margareth ressaltou a importância simbólica da doação, destacando que se trata de um gesto em memória de Candido Mendes, intelectual e membro da Academia Brasileira de Letras. A contribuição soma-se aos esforços de reconstrução do acervo do Museu Nacional, que perdeu parte significativa de sua coleção no incêndio de setembro de 2018.
Fundado há mais de 200 anos, o Museu Nacional foi parcialmente reaberto ao público em julho deste ano, após sete anos fechado. Com novas doações e pesquisas, a instituição segue em seu processo de revitalização, reafirmando sua relevância para a preservação da história e da cultura no Brasil e no mundo.














