Musa do Salgueiro, Rebecca segue recebendo elogios sempre que compartilha vídeos sambando durante os ensaios para o Carnaval. Aos 27 anos, a cantora contou que, apesar da experiência e da intimidade com a escola desde a infância, mantém uma rotina constante de aulas de samba para evoluir a cada desfile.
Em conversa com a Revista Quem, Rebecca relembrou sua ligação antiga com o Salgueiro, iniciada ainda criança por influência do avô. Segundo ela, foi ele quem a levou pela primeira vez à escola, onde fazia parte da harmonia dos passistas. Mesmo após sua morte, a artista diz que segue honrando esse legado familiar na avenida.
“Estou desde pequena no Salgueiro e fico feliz em dar continuidade a essa história. Meu avô, que era da harmonia dos passistas, que me levou pela primeira vez. Hoje ele não está mais entre nós, mas eu sigo levando o legado dele. Amo desfilar no Carnaval. Fico muito grata pelos elogios, mas mesmo sabendo sambar, a gente tem que sempre fazer aulas. Sempre aparecem movimentos novo e a gente tem que acompanhar”, contou a cantora, em depoimento à Quem.
A dedicação intensa cobra seu preço físico, principalmente nos pés, como a própria artista brinca. Ainda assim, Rebecca afirma que o esforço faz parte da energia única do Carnaval e que vale a pena enfrentar o cansaço para viver o momento na avenida.
“O pé, coitado! Socorro! Muito esparadrapo para poder aguentar! Mas Carnaval é isso, correria, alegria e emoção”, completou, também em depoimento à Quem.
Neste ano, o Salgueiro entra na avenida homenageando a carnavalesca Rosa Magalhães (1947–2024), uma das maiores referências da história do Carnaval. Rebecca destacou a importância da escolha e celebrou o fato de a escola contar a trajetória de uma mulher que marcou época na folia.
“Tenho certeza que o Salgueiro vai fazer um Carnaval lindíssimo homenageando Rosa Magalhães, uma das carnavalescas mulheres. A gente vê tantos carnavalescos homens. Estou muito feliz por fazer parte deste momento. Eu, como mulher, sei que é sempre mais difícil para a gente. A gente tem que ficar provando ser a melhor sempre”, analisou a artista, em depoimento à Quem.
A participação de Rebecca reforça o simbolismo do desfile e a valorização feminina no Carnaval, unindo história, dedicação e representatividade na Marquês de Sapucaí.














