Mulher morta por andaime em Copacabana trabalhava como camelô, diz marido

Familiares de Betty Louell

A mulher morta por andaime em Copacabana trabalhava como camelô no momento do acidente e estava ao lado do marido quando a estrutura caiu em uma das áreas mais movimentadas do bairro, na Zona Sul do Rio. A informação foi confirmada pelo viúvo, que relatou que conseguiu sair a tempo, enquanto a esposa foi atingida de forma fatal.

A vítima foi identificada como Betty Louella Ford Moreno, venezuelana. Segundo o marido, os dois trabalhavam juntos em uma barraca montada na calçada, vendendo souvenirs e outros produtos. Ele afirmou que tudo aconteceu de forma repentina e que não houve tempo para reação.

“Quando eu percebi, o andaime já estava caindo. Consegui sair, mas ela não. Foi tudo muito rápido”, contou o marido, ao relatar o momento do acidente.

Familiares estiveram no Instituto Médico Legal do Centro do Rio para a liberação do corpo. No local, o viúvo explicou que, apesar do grande fluxo de pessoas na região por causa do período de Carnaval, não havia clientes na barraca no instante da queda, o que evitou uma tragédia ainda maior.

De acordo com ele, o andaime estava instalado no local há cerca de quatro meses e já causava dificuldades para a circulação de pedestres. A vítima, inclusive, teria comentado com trabalhadores da obra sobre o incômodo provocado pela estrutura próxima à barraca.

Um amigo da família, que acompanhou os parentes no IML, destacou o perfil da vítima e lamentou a falta de fiscalização. Segundo ele, acidentes envolvendo andaimes e obras em Copacabana não são raros e poderiam ser evitados com mais rigor na segurança.

O acidente ocorreu na esquina da Rua Constante Ramos com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana. O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência e informou que, além da mulher, um homem também ficou ferido e foi encaminhado a uma unidade de saúde.

A Polícia Civil investiga o caso e vai apurar as responsabilidades pela queda da estrutura. O prefeito Eduardo Paes afirmou que as licenças da obra serão verificadas e encaminhadas para análise, destacando que os responsáveis devem responder pelo ocorrido.

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