Uma mulher foi presa no Rio de Janeiro após aplicar o golpe da Receita Federal, que fez dezenas de vítimas entre aposentados e pensionistas das zonas Sul e Norte da cidade. Thaiza Carine da Costa Oliveira, segundo a Polícia Civil, integrava uma quadrilha que arrecadou mais de R$ 7 milhões nos últimos seis meses com a fraude.
O esquema começava com ligações telefônicas, nas quais integrantes do grupo se passavam por servidores da Receita Federal. Eles informavam às vítimas sobre supostos erros na declaração do Imposto de Renda envolvendo bens de alto valor. A intenção era causar pânico e fazer com que os idosos colaborassem para “regularizar” a situação.
Em seguida, Thaiza Carine aparecia pessoalmente na casa das vítimas. Apresentando-se como funcionária da Receita, ela utilizava um discurso técnico e uma aparência convincente para enganar os idosos. Assim, conseguia que eles entregassem joias, dinheiro em espécie, aparelhos eletrônicos e até obras de arte. Em um dos casos, a criminosa levou um quadro original de Di Cavalcanti, renomado artista brasileiro.
“Ela estava sempre muito calma e parecia confiável. Nunca suspeitamos de nada”, contou um vizinho de uma das vítimas, em depoimento à TV Globo.
Além de recolher os bens físicos, a falsa servidora exigia transferências via Pix. Em um dos episódios, Thaiza acompanhou uma idosa de 82 anos até o banco, alegando que seria necessário resolver pendências fiscais. O dinheiro da aposentada foi transferido para contas dos golpistas.
Imagens de câmeras de segurança flagraram a mulher entrando e saindo das residências com as vítimas, em uma postura amistosa que dificultava a desconfiança de vizinhos ou familiares.
Polícia alerta sobre o golpe
A delegada Daniela Terra, titular da 15ª DP (Gávea), informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros integrantes da quadrilha. “Vamos localizar todos os envolvidos e tentar recuperar parte dos bens furtados”, declarou.
A delegada também deixou um alerta: “A Receita Federal nunca liga para ninguém. Nenhuma pendência fiscal é resolvida por telefone ou em visitas domiciliares”.
Thaiza Carine já tinha antecedentes criminais e havia saído da prisão em fevereiro, após cumprir pena por roubo. Durante o depoimento, ela confessou participação no novo crime. A polícia acredita que a quadrilha realizava até dois golpes por semana e busca localizar outros membros ainda foragidos.














