Uma mulher foi presa em flagrante pela Polícia Civil na quarta-feira após matar a própria mãe, uma idosa de 77 anos, com golpes de martelo no município de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A suspeita, identificada como Priscilane Morais de Oliveira, atacou Delza Maria Alves Costa dentro da residência da vítima. O caso mobilizou os agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá, que realizaram a prisão logo após a comunicação do crime.
Entenda o crime que chocou a população de Niterói
As investigações apontam que a motivação do ataque foi uma suspeita infundada de ciúmes. Priscilane foi até a casa da mãe armada com um martelo por acreditar que a idosa teria mantido relações sexuais com seu companheiro. Ao entrar no imóvel, a agressora encontrou a mãe acompanhada de Bruno Luiz do Amaral da Silva, companheiro de Delza há cerca de nove anos.
Totalmente descontrolada, Priscilane começou a quebrar móveis e objetos decorativos do imóvel. Logo depois de questionar a idosa sobre a suposta traição, a mulher passou a desferir diversos golpes com o martelo contra a vítima, atingindo principalmente a região da cabeça. A violência das agressões não deu chance de defesa para a idosa.
O companheiro da vítima tentou intervir para salvar a senhora e cessar a violência, mas acabou sendo ferido na cabeça pelo mesmo instrumento. Mesmo bastante machucado, ele conseguiu buscar socorro. Quando as equipes policiais chegaram ao local, confirmaram a morte da idosa e detiveram a agressora em flagrante no próprio imóvel.
O que já se sabe sobre o histórico e a investigação do caso
Durante as diligências no local do crime e a coleta de depoimentos, os agentes da delegacia especializada descobriram que a violência não era um episódio isolado. Testemunhas e familiares relataram que Priscilane já havia agredido a mãe fisicamente em ocasiões anteriores e que vinha fazendo ameaças frequentes de morte contra a idosa de 77 anos.
Na sede da delegacia, a mulher prestou depoimento e confessou ter desferido os golpes de martelo que causaram a morte de Delza. Diante das provas coletadas e da confissão, a Polícia Civil autuou a mulher por feminicídio consumado, cometido em contexto de violência doméstica e familiar. A pena para o crime é agravada pelo fato de a vítima ser idosa.
A Polícia Civil encaminhou o pedido de conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva. Com isso, a acusada permanece à disposição da Justiça do Estado do Rio de Janeiro e passará por audiência de custódia, onde o juiz vai decidir se ela aguarda o processo presa ou em liberdade.
Quem responde por isso e quais são os próximos passos na Justiça
O caso está sob responsabilidade direta da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá, localizada no bairro do Centro, em Niterói. A unidade é especializada na apuração de crimes contra a vida cometidos nessa área da Região Metropolitana.
Após o término do inquérito policial, as conclusões dos investigadores serão enviadas ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O promotor do caso avaliará as provas para oferecer a denúncia formal à Justiça. Caso a denúncia seja aceita, Priscilane passará a responder como ré no processo judicial e poderá ir a júri popular.
O corpo da idosa foi encaminhado para o Instituto Médico Legal da região para a realização de exames periciais que vão determinar com precisão a causa da morte e os tipos de lesões sofridas. O velório e o sepultamento da vítima dependem da liberação do laudo pericial oficial.
Como denunciar casos de violência doméstica e maus-tratos
A violência contra idosos e a violência doméstica são crimes graves que precisam ser denunciados antes que terminem em tragédia. Se você conhece alguém que sofre agressões físicas, verbais, psicológicas ou ameaças no Rio de Janeiro ou na Baixada Fluminense, utilize os canais oficiais de atendimento:
- Disque Denúncia: Ligue para o número 2253-1177. O atendimento funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, com garantia de sigilo absoluto e sem a necessidade de se identificar.
- Central de Atendimento à Mulher: Ligue para o número 180. O serviço presta escuta, orientação e encaminhamento para a rede de proteção às mulheres em situação de violência em todo o país.
- Direitos Humanos (Disque 100): Serviço público para denunciar violações de direitos humanos, especialmente contra idosos, crianças e pessoas vulneráveis. A ligação é gratuita.
- Polícia Militar: Em situações de emergência ou flagrante agressão acontecendo no momento, ligue imediatamente para o número 190.
O que fazer se você for vítima ou presenciar agressões no seu bairro
Quem presenciar brigas violentas ou ameaças em vizinhos deve acionar a Polícia Militar imediatamente pelo número 190. Não tente intervir diretamente se houver risco de armas ou agressões graves, para evitar colocar a própria vida em perigo.
Para vítimas de violência doméstica, é essencial procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher ou qualquer delegacia da Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência. No local, é possível solicitar medidas protetivas de urgência, que impedem o agressor de se aproximar da vítima ou de seus familiares.
No município de Niterói e na capital do Rio, moradores também podem buscar apoio nos Centros de Referência de Assistência Social e nos Centros Especializados de Assistência Social da prefeitura para receber acompanhamento psicológico e jurídico gratuito.
Foto: R7 Rio (raspagem)















