A Justiça do Rio de Janeiro encerrou oficialmente o processo de recuperação judicial da Light. A decisão da 3ª Vara Empresarial da Capital confirmou que a concessionária cumpriu as obrigações do plano de reestruturação financeira, garantindo o retorno da empresa à estabilidade de mercado e a continuidade dos investimentos no abastecimento do estado.
A medida marca o fim de um período de incertezas iniciado em 2023, quando a concessionária recorreu à proteção judicial por conta de dívidas bilionárias. Para sair do sufoco financeiro, a distribuidora quitou débitos com mais de 27 mil credores que tinham valores a receber de até R$ 30 mil e injetou R$ 300 milhões na Light Serviços de Eletricidade (Light SESA).
Light encerra recuperação judicial e retoma capacidade de investimento no Rio
O relatório da Administração Judicial confirmou que todas as obrigações estipuladas entre junho de 2024 e junho de 2026 foram devidamente cumpridas. Com o encerramento do processo, a empresa recupera sua capacidade de crédito e se reorganiza para manter o fornecimento de energia para mais de 30 municípios fluminenses, incluindo a capital e cidades da Baixada Fluminense.
O plano envolveu ainda a emissão de novos títulos de dívida, reestruturação de compromissos no exterior e aumento de capital associado à renovação da concessão do serviço público. Compromissos de longo prazo, como a conversão de debêntures em ações, seguem dentro do cronograma previsto sem afetar aoperação da distribuidora.
O que muda para a rotina do consumidor fluminense?
Para o morador da Baixada ou da capital que paga a conta de luz todo mês, a rotina de atendimento e a emissão das faturas continuam exatamente as mesmas. O fim da recuperação judicial traz reflexos diretos na capacidade de investimento da concessionária na rede elétrica.
Com as contas no lugar, a promessa da distribuidora e dos órgãos reguladores é que a empresa tenha fôlego para realizar manutenções preventivas, trocar transformadores antigos e acelerar o tempo de resposta em episódios de falta de luz provocados por tempestades. Além disso, os processos normais de cobrança, religação e parcelamento de débitos seguem funcionando sem alteração nos canais oficiais.
Como entrar em contato com a Light em caso de emergência?
Se você está sem luz na sua rua ou precisa de atendimento emergencial, a Light disponibiliza canais gratuitos de atendimento ao cliente durante 24 horas por dia. É importante ter em mãos o número da instalação que consta na sua conta de energia.
- WhatsApp: (21) 99986-3200 (atendimento automatizado para falta de luz e segunda via).
- Telefone de Emergência: 0800 021 0196 (gratuito, para falta de energia ou acidentes com a rede).
- SAC: 0800 282 0196 (para reclamações, solicitações e informações financeiras).
- Deficientes auditivos ou de fala: 0800 285 2483.
- Aplicativo: App Light RJ (disponível para celulares Android e iOS).
O que fazer em caso de cobrança indevida ou falha no serviço?
Caso o consumidor enfrente problemas com a fatura, interrupções frequentes de luz ou atraso no ressarcimento de aparelhos queimados por oscilação de energia, o primeiro passo é registrar a reclamação nos canais diretos da empresa e anotar o protocolo.
Se o problema não for resolvido no prazo informado, a orientação é acionar a Ouvidoria da Light pelo telefone 0800 284 0196, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. O consumidor também pode registrar denúncias e reclamações junto ao Procon-RJ ou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pelo telefone 167 ou aplicativo oficial do órgão regulador.
Qual é o impacto nas cidades atendidas no Rio e Baixada?
A Light atende mais de 11 milhões de pessoas no Estado do Rio de Janeiro. A normalização da saúde financeira da concessionária assegura a continuidade de obras de ampliação da rede elétrica em regiões de grande crescimento populacional, como a Zona Oeste da capital e municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias e São João de Meriti.
A expectativa do setor industrial e comercial é que a estabilidade reduza os riscos de oscilações prolongadas, protegendo o funcionamento de hospitais, escolas, transporte público e estabelecimentos comerciais durante os meses de verão, período em que a demanda de energia atinge o pico na região metropolitana.















